Talatona - O secretário de Estado para o Ambiente, Iuri Santos, reafirmou esta quinta-feira, em Luanda, o compromisso do Executivo com o saneamento básico no centro das políticas de desenvolvimento sustentável, com o reforço da gestão de resíduos sólidos e expansão das infra-estruturas do sector.
Talatona - O secretário de Estado para o Ambiente, Iuri Santos, reafirmou esta quinta-feira, em Luanda, o compromisso do Executivo com o saneamento básico no centro das políticas de desenvolvimento sustentável, com o reforço da gestão de resíduos sólidos e expansão das infra-estruturas do sector.
Ao intervir na abertura do Eixo 3 do Fórum Nacional de Água e Saneamento, sob o lema “Saneamento como Prioridade Estratégica Sectorial”, realçou que Angola enfrenta o desafio de gerir cerca de 19 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia, dos quais aproximadamente 39 por cento correspondem a matéria orgânica e 24 por cento a plásticos.
Anunciou igualmente que, a partir do final deste mês, entrará em vigor a proibição e eliminação gradual da produção, importação, comercialização e utilização de determinados produtos plásticos de uso única, entre os quais sacos plásticos leves, palhinhas, cotonetes e agitadores de bebidas. A medida visa reduzir a poluição plástica e incentivar a utilização de alternativas mais sustentáveis.
Iuri Santos informou ainda que o Executivo está a reforçar os meios de recolha e transporte de resíduos e a avançar para a construção de novos Centros de Valorização de Resíduos nas províncias de Luanda, Bengo, Ícolo e Bengo, Huambo e Cabinda.
Apelou, por outro lado, à participação activa do sector privado, academia, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento na construção de uma resposta integrada aos desafios do saneamento em Angola.
Por sua vez, a directora nacional do Ambiente, Hassana Lima, mencionou os investimentos em infra-estruturas para a gestão de resíduos sólidos e tratamento de águas residuais, tendo considerado estas acções fundamentais para melhorar as condições ambientais e de saúde pública no país.
Hassana Lima realçou igualmente a necessidade de acelerar a transição para uma economia circular, capaz de transformar os resíduos em oportunidades de geração de renda para as famílias, através do empreendedorismo verde.
Defendeu ainda o reforço da educação ambiental, da mudança de comportamentos e da colaboração entre o Governo, sociedade civil, sector privado, academia e comunicação social, como factores essenciais para a construção de um país mais limpo e sustentável.
O Workshop, realizado pelo Ministério do Ambiente em parceria com o UNICEF, integra parceiros para definir prioridades e melhorar o sector do saneamento em Angola, com enfoque na gestão de resíduos, higiene e redução da defecação a céu aberto.GIZ/DP



