Luanda – O Ministério da Saúde, está a introduzir nos centros de reabilitação física do país, tecnologia de impressão 3D para a produção de próteses, órteses e dispositivos assistivos personalizados.
Luanda – O Ministério da Saúde, está a introduzir nos centros de reabilitação física do país, tecnologia de impressão 3D para a produção de próteses, órteses e dispositivos assistivos personalizados.
De acordo com um comunicado enviado à ANGOP, a iniciativa visa impulsionar a modernização dos serviços de reabilitação em Angola.
Refere que com este avanço técnico, os dispositivos passam a ser desenhados digitalmente e adaptados à anatomia de cada paciente antes do fabrico final, optimizando o tempo de produção e reduzindo o desperdício de materiais em comparação aos métodos convencionais.
O projecto culminou com uma acção formativa no Centro Ortopédico e de Reabilitação Polivalente Dr. António Agostinho Neto (CORPAAN), no município de Viana, em Luanda, capacitando 60 profissionais das áreas de ortoprotesia, fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem, medicina e engenharia.
Segundo a nota, o director-geral do CORPAAN, Bértil Cassoma, sublinhou que a adopção do modelo digital vai aumentar a eficiência do centro e posicioná-lo como uma referência nacional no sector.
"Ganhamos tempo e produzimos mais, para além de promover a extensão do conhecimento a outras unidades hospitalares do país”, destacou o responsável.
Por sua vez, a docente e investigadora brasileira Maria Kunkel ressaltou o interesse demonstrado pelos técnicos angolanos e defendeu a continuidade da cooperação técnica.
Disse que, o equipamento utilizado na formação foi disponibilizado através de um projecto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Brasil.
Enquanto a fisioterapeuta Arlete Armindo, sublinhou o impacto da tecnologia na recuperação da mobilidade e da dignidade dos utentes, dando ênfase a vertente humanitária do projecto.
"Quando o paciente perde um membro, perde a sua autoestima, e o nosso objectivo é devolver a estima ao paciente", frisou.
Com esta acção de transferência de conhecimento, o Ministério da Saúde visa capacitar os quadros para se produzir autonomamente soluções digitais ajustadas às necessidades da população.
A iniciativa enquadra-se no Programa de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), desenvolvido através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto (UIP), em parceria com especialistas da Universidade Federal de São Paulo (Brasil).OPF/DP




