O Sindicato dos Médicos Angolanos lamenta que o Ministério da Saúde não tenha dado oportunidade aos poucos profissionais qualificados disponíveis no país para responder aos desafios do sector.
O presidente do Sindicato, Adriano Manuel, apesar de reconhecer a escassez de especialistas nestas áreas no país, defende uma análise mais responsável e transparente na contratação de profissionais de saúde estrangeiros.
Para o sindicalista, o Estado deveria primeiro esgotar as possibilidades internas, valorizando os quadros nacionais, muitos dos quais formados com elevados custos para o erário público, mas que continuam sem enquadramento ou com condições de trabalho precárias.
Adriano Manuel questiona ainda os critérios da contratação simplificada e defende que os 26,5 milhões de dólares poderiam servir para melhorar as condições salariais, de formação contínua e de apetrechamento dos hospitais, fixando os médicos angolanos no sistema nacional de saúde.
A posição surge após o Executivo angolano projectar gastar 26,5 milhões de dólares norte-americanos na contratação de 341 médicos especialistas através de um grupo russo, no âmbito de um procedimento de contratação simplificada pelo critério material, com vista a reforçar a assistência médica e hospitalar.




