Angola dispõe, actualmente, de 3.550 médicos internos distribuídos por 39 programas de especialidade.
Segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, estes números evidenciam a crescente capacidade formativa do país e o compromisso contínuo do Executivo com a valorização dos recursos humanos e a qualidade dos serviços de saúde. A governante falava, ontem, em Luanda, no Hospital dos Queimados Julius Nyerere, durante a cerimónia de entrega de livros técnico-científicos a médicos internos de várias especialidades. Trata-se de uma iniciativa inédita que visa proporcionar aos profissionais acesso directo às principais referências da literatura médica internacional. No total, o Ministério da Saúde adquiriu 3.072 exemplares. Deste lote, os primeiros 500 foram distribuídos no evento, enquanto os restantes 2.572 serão entregues directamente nas instituições formativas de todo o país. Sílvia Lutucuta anunciou ainda que o apetrechamento das bibliotecas destas unidades será assegurado ainda este ano, através de uma rubrica orçamental específica. Ao sublinhar a importância estratégica do investimento no capital humano, a ministra da Saúde contextualizou que a entrega destes manuais científicos terá um impacto directo e imediato na melhoria da assistência hospitalar e na segurança dos doentes. Para a governante, a introdução de literatura médica de referência internacional funciona como um catalisador para a investigação clínica e para a inovação científica dentro das unidades sanitárias nacionais. Sílvia Lutucuta fez questão de lembrar que a modernização do sector não se faz apenas com betão e equipamentos de última geração, mas sim com a valorização de quem opera o sistema.




