Os enfermeiros do Bengo vão paralisar os serviços a partir de segunda-feira, 14, em protesto contra o alegado incumprimento de compromissos assumidos pelo Governo da província, com destaque para a atribuição de terrenos aos profissionais da saúde e o pagamento dos subsídios da Covid-19.
A decisão de retomar a greve foi tomada em assembleia-geral do Sindicato dos Enfermeiros no Bengo, perante o que a organização considera falta de resposta às reivindicações apresentadas à administração provincial.
O responsável sindical, Paulo Chindumbo, apela ao bom senso das autoridades e defende o cumprimento dos compromissos assumidos com a classe. Segundo o sindicalista, a paralisação será realizada de forma interpolada, como forma de pressionar o Governo do Bengo a responder às reivindicações.
“O Governo fez algumas promessas que devia cumprir e, então, demos uma moratória que já se esgotou. A greve será interpolada, para pressionarmos o Governo local a atender as nossas reivindicações”, afirmou.
Nesta primeira fase, a paralisação terá a duração de dois dias. Caso as reivindicações não sejam atendidas, os profissionais poderão voltar a cruzar os braços por períodos mais prolongados.
Entre as principais exigências dos enfermeiros estão a atribuição de terrenos aos profissionais da saúde, o pagamento integral dos subsídios da Covid-19, a disponibilização de meios de transporte e a melhoria das condições de trabalho nas unidades sanitárias da província.
Até ao momento, o Governo do Bengo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova greve anunciada pelo sindicato.




