Uma comitiva de 31 cidadãos angolanos, composta por estudantes e docentes universitários, iniciou na última sexta-feira uma visita de trabalho à Namíbia, com o objectivo de estabelecer parcerias com instituições académicas locais.
No primeiro dia da jornada, a caravana foi recebida em Windhoek pelo embaixador de Angola na República da Namíbia, Pedro Mutindi. Na ocasião, o diplomata encorajou os académicos a continuarem a contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do país através do reforço da investigação e do aumento de publicações científicas.
Pedro Mutindi exortou ainda a juventude angolana a empenhar-se no reforço da cooperação bilateral, de modo a aproveitar as experiências e oportunidades oferecidas por nações economicamente mais avançadas nos mais variados domínios.
Instituições
O coordenador da caravana, Sílvio Mozela, docente da Faculdade de Economia da Universidade Katyavala Bwila, disse que a excursão integra estudantes e professores de seis províncias e dez instituições de ensino superior públicas e privadas do país.
Sílvio Mozela disse que fazem parte da equipa representantes da Universidade Mandume ya Ndemufayo, Universidade Katyavala Bwila, Universidade Rainha Njinga a Mbande, Instituto Superior do Uíge e o Instituto Superior Politécnico de Benguela.
Segundo o docente, a iniciativa pretende aproximar as instituições, facilitar acordos e promover a extensão universitária, cuja expectativa é que as viagens resultem na produção de artigos científicos e revistas.
As três primeiras edições do programa de incursão, explicou, foram internas, tendo sido percorridas as províncias do Namibe, Huíla e Malanje.
De acordo com o responsável, a Namíbia, um país com que se espera estabelecer parcerias, é a primeira experiência internacional.
Visitas
O programa, explicou, inclui itinerários turísticos, culturais, uma visita guiada à Universidade da Namíbia e um encontro com líderes juvenis locais.
Sílvio Mozela defendeu uma cooperação regional, por ser considerada mais eficaz e economicamente vantajosa, lembrando que a Universidade KatyavalaBwila já tem mobilidade com instituições portuguesas.
O docente disse, ainda, que a Universidade Agostinho Neto tem contactos avançados com a Namíbia, mas além deste, em Maputo (Moçambique) foi assinado um protocolo de cooperação com algumas instituições de ensino superior.
As congéneres de Moçambique, adiantou, são esperadas em Novembro deste ano em Luanda, para o fortalecimento da cooperação académica.
Sílvio Mozela referiu ainda que o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) tem investido nas instiuições do ensino a nível do país, numa altura em que o Fundo para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico financia projectos de investigação.




