Luanda - O ambientalista Vladimir Russo alertou quinta-feira, em Luanda, que as fortes chuvas, previstas para a presente época climática em Angola, vão causar impactos ambientais e sanitários, prejudiciais ao bem-estar das populações.
Luanda - O ambientalista Vladimir Russo alertou quinta-feira, em Luanda, que as fortes chuvas, previstas para a presente época climática em Angola, vão causar impactos ambientais e sanitários, prejudiciais ao bem-estar das populações.
Como exemplo, apontou os alagamentos, deslizamentos de terra, poluição hídrica, erosão dos solos e proliferação de vectores, nomeadamente aumento de mosquitos.
Reagindo ao anúncio, recente, do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet) sobre a possibilidade de precipitação irregular, continuou que a contaminação da água, a ocorrência de doenças como a malária e diarreicas, a perda de biodiversidade e os danos materiais e psicológicos, também estão no topo.
Em declarações à ANGOP, explicou que a acumulação de lixo durante as chuvas vai contribuir para o entupimento de sarjetas e valas de drenagem, reduzindo a capacidade de escoamento da água e aumentando o risco de transbordo para as ruas e residências.
Deste modo, Vladimir Russo apelou à população a não deitar o lixo em lugares impróprios, devendo varrer e ensacar correctamente os resíduos, bem como evitar entupir os sistemas de drenagem.
O ambientalista recomendou ainda a protecção das nascentes, a separação entre sistemas de esgotos e águas pluviais, bem como a limpeza regular das caixas de água.
Por outro lado, realçou a importância das árvores na redução dos impactos das chuvas, por contribuírem para a absorção da água, diminuição da velocidade das águas, prevenção de deslizamentos e redução da temperatura local.
Alertou que o desmatamento e a ocupação desordenada dos solos reduzem a infiltração da água, aumentam o escoamento superficial e tornam as comunidades mais vulneráveis a deslizamentos e inundações.
Defendeu, por isso, a intensificação da limpeza dos sistemas de drenagem, mapeamento das zonas de risco, realização de podas preventivas, campanhas de sensibilização e a implementação de planos de contingência.
“Proteger o ambiente durante a época chuvosa é proteger vidas. Cada acto individual pode evitar tragédias colectivas, porque prevenir custa menos do que remediar”, sublinhou.
A época chuvosa em Angola teve início oficialmente a 15 de Agosto, prolongando-se até ao mês de Maio de 2027.
Dados do Inamet apontam que para o referido período estão previstas chuvas de forte intensidade, susceptíveis de alterar os padrões de precipitação e temperatura em diferentes regiões do país. VX/VIC




