A cantora Afrikkanitha sobe ao palco do Palácio de Ferro, hoje, às 18h00, para um espectáculo de tributo à riqueza musical de Lilly Tchiumba, artista que morreu em 1989, aos 50 anos.
O concerto propõe uma releitura contemporânea da sua obra, conferindo novas linguagens aos temas sem comprometer a essência e a riqueza das versões originais. Precisamente no mês em que se assinalam o nascimento (1939) e a morte (1989) de Lilly Tchiumba, pseudónimo de Maria de Olívia Sá Sanches, Afrikkanitha apresenta um projecto que revisita o legado de uma das vozes mais marcantes da música angolana das décadas de 60 e 70. A homenageada lançou, em 1973, o único álbum da carreira, “N’Zambi É Deus”, uma obra-prima considerada referência obrigatória do cancioneiro nacional. Em declarações ao Jornal de Angola, Afrikkanitha explicou que a iniciativa surgiu em 2023, depois de ter sido desafiada por um amigo empresário, proprietário do Resort Kahombo, em Malanje, a interpretar canções de Lilly Tchiumba. “Foi desse desafio que permitiu uma profunda paixão pela sua obra e um grande interesse pela sua musicalidade. A partir daí, comecei a alimentar o desejo de levar este concerto às salas de espectáculo de Luanda, e, posteriormente, a todos os lugares onde for possível apresentá-lo”, revelou. A artista explicou que esta vai ser a primeira apresentação pública de um projecto que resulta de uma dedicação ao estudo do cancioneiro angolano, iniciado em 2020. Segundo Afrikkanitha, o espectáculo procura preservar a diversidade estética e criativa que caracteriza a essência da música angolana.




