O músico angolano Bessa Teixeira prepara cinco videoclipes, com o objectivo de dar maior visibilidade às suas músicas e aproximar os novos trabalhos do público nacional.
A iniciativa foi anunciada na cidade do Lubango, à margem da sua participação no concerto recentemente realizado em alusão ao Dia do Herói Nacional. O projecto surge numa altura em que o artista procura reforçar a promoção da sua produção musical, depois de vários anos dedicados à música popular e ao folclore.
Em declarações ao Jornal de Angola, Bessa Teixeira sublinhou que a falta de promoção tem sido uma das principais dificuldades enfrentadas ao longo da carreira, apesar de considerar que possui obras com qualidade para alcançar maior projecção. Os novos trabalhos estão a ser realizados em parceria com o músico Yamunene, com quem partilha a equipa responsável pela produção e gravação das músicas.
“Já demos o pontapé de saída e, na nossa página do YouTube, vão aparecer muitos videoclipes”, afirmou o músico, que pretende utilizar as plataformas digitais para levar as suas criações a um público mais amplo. Um dos trabalhos em preparação é “Ndombwa”, música dedicada aos casamentos. O projecto inclui outras canções directamente relacionadas com a cultura, os costumes e a identidade dos povos de Angola.
Música como identidade
A valorização da cultura angolana ocupa um espaço de destaque na produção de Bessa Teixeira. O músico defende que a diversidade cultural deve ser preservada e transmitida às novas gerações, sem deixar de reconhecer os elementos comuns que aproximam os diferentes povos do país. Para o artista, Angola possui uma matriz bantu comum, ao passo que a língua portuguesa desempenha um papel importante na comunicação entre as várias comunidades.
Bessa Teixeira sublinha, no entanto, que o uso do português não deve significar o abandono das línguas nacionais, dos costumes e das manifestações culturais que caracterizam cada comu-nidade da nossa terra.
Com uma carreira iniciada há mais de duas décadas, Bessa Teixeira tem mais de 60 canções gravadas e mantém a aposta firme na música popular e no folclore, géneros que considera fundamentais para a preservação da identidade.




