A 2.ª edição da Gala da Mulher Africana, um evento dedicado à valorização das senhoras do continente berço da Humanidade e a sua identidade cultural, foi realizada, no domingo, em Luanda, pela Staff Sawubona.
A iniciativa reuniu artistas, estilistas, promotores culturais e convidados em torno de um programa diversificado que incluiu conversas interactivas, poesia, teatro, música, dança, desfile de moda e exposição de artes plásticas, proporcionando um espaço de reflexão e celebração da riqueza cultural africana. O director Artístico da Staff Sawubona, Alberto Gomes, considerou que iniciativas desta natureza devem ter continuidade, sublinhando a importância de manter viva a valorização da mulher africana. “Enquanto houver mulheres bonitas como as que estão aqui, continuarei a organizar actividades como estas. Apelo a todos os que não puderam estar presentes para participarem nas próximas edições, porque não se vão arrepender”, afirmou. Segundo o responsável, esta foi a segunda edição da gala e o projecto vai ter continuidade, tendo explicado que o nome Sawubona provém da língua suaíli e significa uma saudação utilizada para cumprimentar as pessoas, sendo também um dos elementos identitários da equipa ligada ao programa Luanda África, da Rádio Luanda. Durante o evento, Tecas Fortunato defendeu a necessidade de preservar os valores e as tradições africanas, alertando para a perda da identidade cultural entre as novas gerações. “Ser africana é um privilégio que celebro através da minha forma de vestir e da valorização da nossa cultura”, afirmou, destacando o uso do cabelo afro e das vestes tradicionais como símbolos de identidade. Para a interlocutora, a sociedade deve incentivar os jovens a ouvirem os mais velhos e a resgatarem costumes que se têm perdido devido à influência de modelos culturais estrangeiros. Tecas Fortunato apelou à união entre as mulheres angolanas, defendendo maior solidariedade e apoio mútuo como forma de fortalecer o papel feminino no desenvolvimento da sociedade. Também presente na gala, o director-geral da Kaniaki Cultural, o artista plástico Guilherme Kaniaki, apresentou obras de pintura, acessórios e peças de vestuário produzidas pela instituição.




