Mais de 40 obras, resultantes do exame prático de 25 estudantes do 3.º ano de Artes Visuais, da Faculdade de Artes, da Universidade de Luanda, configuram a exposição colectiva, intitulada “Sutura Onde o Tempo faz a Obra”, inaugurada ao público, na noite de quinta-feira, na Galeria do Palácio de Ferro.
O curador da exposição, Félix António, explicou, em declarações ao Jornal de Angola, que a mostra, que vai ficar patente até Agosto, reúne um conjunto de trabalhos que reflectem aquilo que tem sido a prática artística ensinada em sala de aula. Segundo o curador, os alunos trouxeram para o público um pouco da experimentação, exploração que têm estado a fazer de temáticas e vários meios artísticos espelhados nas obras expostas. Félix António, que gere todo o processo de concepção da exposição até ao fim da mostra, referiu que alguns estudantes apresentaram apenas uma obra, e outros produziram mais do que uma. “O próximo passo da Faculdade de Artes é a exposição dos finalistas. Essa é a turma do 3.º ano, em Novembro, vamos realizar, depois da abertura do ano lectivo, a exposição dos estudantes do 4.º ano, que é a mostra final dos estudantes, que provavelmente pode ocorrer no mesmo espaço”, revelou. A equipa de reportagem do Jornal de Angola ouviu três estudantes, com obras pertinentes e com uma temática exploratória. Trata-se da escultora e ceramista Márcia Simão Cassule, que apresentou a obra intitulada “Sutura da Alma”, um retrato da cura e dor, situação que muitas pessoas já passaram. A artista trouxe mais uma vez um corpo feminino, pois gosta muito de trabalhar com um corpo feminino, por achar muito interessante. A artista Marina Mafue expôs a obra intitulada “Geografia Íntima”, que reflecte sobre a construção do ego, figura central, representando qualquer pessoa. Já Francisco Mbayona, conhecido nas lides artísticas como “Isco Mbayona”, com a sua obra “Conexão da Épocas”, espelha a preocupação do artista com o impacto negativo que as novas tecnologias podem causar à actividade criativa nos jovens.




