O escritor português Joaquim Pinheiro considerou, quarta-feira, na Mediateca Zé Dú, no Largo das Escolas, em Luanda, que o livro “Viriato” do género romance, vai ajudar os leitores a conhecerem de forma profunda o percurso poético e cultural do poeta angolano Viriato da Cruz.
A consideração foi manifestada no acto de lançamento do mais recente livro “Viriato”, publicado por chancela da Elite Editora, o autor explicou que traz na obra um “romanciamento” da vida e obra de Viriato da Cruz, sendo uma personagem importante na história de Angola.
Joaquim Pinheiro recordou que conheceu Viriato da Cruz por via dos seus escritos, que despertou-lhe interesse em saber mais e de forma aprofundada a vida deste poeta angolano.
“A poesia conhecida de Viriato da Cruz, como o namoro, termina quando deixou Angola, mas, infelizmente os escritos dos anos anteriores não são conhecidos, e isso, permitiu fazer uma pesquisa aprofundada da vida e obra dele”.
O escritor disse que o percurso “ocidentada” e “dramática” do autor do poema “Namoro”, permitiu reviver por meio do livro a vida e obra desta figura poética, entretanto, através dos factos conhecidos e documentados permitiu criar uma ficção.
Joaquim Pinheiro referiu que escreveu o livro, no sentido de divulgar mais sobre Viriato da Cruz, por ser uma figura “esquecida nos meios culturais da língua portuguesa em países africanos onde ministrou conferências”.
Ao apresentar o livro “Viriato”, a escritora Kanguimbu Ananaz ressaltou que a obra acompanha o percurso de Viriato da Cruz desde as origens familiares até ao auxílio na República da China.
Kanguimbu Ananaz considerou Viriato da Cruz como um dos mais destacado nacionalista da sua época, cuja grandeza se afirmou, e através da força que teve na criação poética e no pensamento politico e cultural.
O autor, disse, desbravou com alma e sensibilidade as marcas indeléveis da história do país, sendo detentor de um extraordinário mosaico cultural e a riqueza se manifesta na diversidade do povo.
Ao longo da obra, explicou, o autor evidencia que Viriato da Cruz foi “uma verdadeira bússola orientadora do pensamento cultural angolano, e os seus escritos encerram valores que jamais podem permanecer esquecidos”.
A escritora sublinhou que Joaquim Pinheiro interioriza a historiografia de Viriato da Cruz, entrelaçando-a com múltiplos elementos narrativos que aproximam o leitor da dimensão humana e intelectual.
Kanguimbu Ananaz acredita ser importante o estudo aprofundado da vida e obra de Viriato da Cruz nos estabelecimentos de ensino, sobretudo as instituições universitárias, de maneira que os escritos alcançam o “âmago” dos angolanos.
Por sua vez, o representante da Elite Editora, Albano Kusendela disse que o livro “Viriato” representa a identidade da memória dos angolanos, por isso, editar a obra de Joaquim Pinheiro foi uma honra e um sinal de profundo reconhecimento do trabalho que desenvolvem.
Albano Kusendela salientou que através do livro o autor uniu dois povos a volta da vida e obra de Viriato da Cruz nas diversas dimensões quer política, histórica, literária e cultural.




