Ministra brasileira da Cultura valoriza investimento na Cinemateca Nacional

A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, manifestou, quinta-feira, em Luanda, satisfação com o investimento do Executivo angolano na construção e requalificação da Cinemateca Nacional, considerando a infra-estrutura um importante instrumento para a preservação da memória histórica, património audiovisual e identidade cultural do país.
Durante a visita às futuras instalações, a governante brasileira acompanhou a apresentação do projecto arquitectónico e conheceu os diferentes espaços destinados à conservação do acervo, às exposições permanentes e temporárias, à pesquisa e à realização de actividades culturais. Na ocasião, o director da Cinemateca Nacional, Asdrúbal Rebelo, ofereceu à ministra a revista “Carnaval de Luanda 2026”, o livro “Carnaval – A Maior Festa do Povo Angolano”, de Roldão Ferreira, e a obra “Alimentação Regional Angolana”, de Óscar Ribas, publicações que retratam importantes expressões da cultura nacional. Segundo o arquitecto Núrio Fernandes, responsável pela fiscalização da obra, a nova Cinemateca vai contar com quatro salas de exposição, um centro de documentação para tratamento e conservação do acervo histórico, espaços polivalentes para actividades culturais e um restaurante de apoio aos eventos promovidos pela instituição. A sala de expografia, localizada no primeiro piso, vai reunir fotografias, documentos, vídeos e outros conteúdos dedicados à História de Angola, incluindo a proclamação da Independência Nacional. O segundo piso, disse, vai ser destinado à preservação, catalogação e conservação do acervo antes da sua disponibilização ao público. Os restantes espaços, escrescentou, vão acolher exposições temporárias, mostras de artes plásticas, sessões de cinema, lançamento de livros e outras iniciativas culturais. De acordo com Núrio Fernandes, a empreiteira prevê concluir e entregar a obra ao Ministério da Cultura até ao fim do mês de Agosto do corrente ano, conforme o cronograma estabelecido.


