O intérprete e músico da nova vaga “Móron” admitiu, ontem, em Luanda, ter uma grande responsabilidade em ser um continuador do semba, porque o estilo musical é uma entidade patrimonial do país.
Em declarações ao Jornal de Angola, a propósito da candidatura do semba na lista de Património Imaterial da Humanidade, o músico afirmou que o semba é um estilo musical e de dança típico dos angolanos, e “ser um continuador deste estilo é uma grande responsabilidade”. Móron considerou o semba como um dos principais pilares das manifestações artísticas e culturais, sendo a música identidade nacional, e funciona como uma expressão de angolanidade e resistência histórica. O estilo, prosseguiu, é uma unanimidade para o país e há esforço contínuo para a sua elevação a Património da Humanidade e “como continuadores do semba, devemos preservar e apostar na divulgação”. “Como artista da nova vaga, sinto que há uma responsabilidade elevada para manter o semba vivo, por isso, precisamos continuar a trocar experiências com músicos mais experimentados da nossa praça musical”, revelou. ProjectosMóron avançou que tem conquistado espaço no mercado, por isso, trabalha de forma árdua, no sentido de continuar a animar os fãs, entretanto, tem em carteira quatro melodias, duas inéditas e igual número de versões. “Estes trabalhos vão ser apresentados ainda neste semestre nas plataformas digitais”, disse. O artista admitiu que se inspira no colega Eddy Tussa, portanto, admira o trabalho do colega e sua forma de estar no palco e a energia transmitida são “coisas que me deixam motivado e inspirado”.Móron aplaudiu os esforços dos espaços culturais na promoção do semba e outros estilos musicais, ainda assim a “carência de centros culturais e recreativos”, por ser o suporte da sustentabilidade dos artistas nacionais, sobretudo os músicos. O músico acredita que deve existir movimentos entre todos os segmentos culturais para que se possa criar uma Indústria Cultural funcional, mas é necessário que os empresários e empresas ajudem a cultura nacional. “Projectos como Almoço Angolano e outros que movimentam as agendas culturais da cidade de Luanda, é sempre uma mais-valia para os artistas, porque conseguem ter rentabilidade e garantir o sustento das famílias, por isso, devemos aplaudir estas iniciativas”, concluiu.




