O panorama musical da província do Namibe passa a contar com um novo protagonista. Trata-se do cantor Andrew Faria, de 29 anos, que acaba de lançar oficialmente os singles “Negra de Carapinha Dura” e “Pambaleiro”, obras que marcam a sua estreia a solo no mercado discográfico angolano e já disponíveis nas principais plataformas digitais.
Com influências de afrotech e house music, os dois temas procuram aliar sonoridade contemporânea a mensagens de valorização da identidade cultural e da realidade social angolana. Os videoclipes foram produzidos sob o agenciamento da produtora local “2M Produções”, numa aposta que visa projectar o artista no mercado nacional. Em declarações ao Jornal de Angola, Andrew Faria explicou que “Negra de Carapinha Dura” presta homenagem à beleza da mulher africana e aos valores culturais, enquanto “Pambaleiro” retrata o quotidiano de homens e mulheres que enfrentam uma rotina exigente para garantir o sustento das respectivas famílias. A produção musical das duas faixas esteve a cargo de Gleison Prod. Máfia, que imprimiu uma sonoridade marcada por ritmos envolventes, permitindo ao artista explorar uma faceta mais ampla da sua identidade musical. Até agora conhecido, sobretudo, como intérprete de música folclórica e moderna, Andrew Faria assume influências de nomes como André Mingas, Filipe Mukenga, James Blunt, Ed Sheeran e Lokua Kanza. Percurso artísticoO músico iniciou a carreira em 2015, na província da Huíla, como integrante de uma banda musical, actuando em pequenos bares do município do Lubango. Posteriormente, integrou a banda de rock Monalisa, experiência que considera determinante para a sua formação artística, por lhe ter permitido desenvolver técnicas de palco, disciplina e contacto directo com o público. Entretanto, compromissos profissionais levaram-no a transferir-se para Luanda, onde permaneceu durante alguns anos afastado da actividade musical regular. O regresso ao Namibe, em 2021, marcou uma nova etapa da sua carreira. Convidado para integrar a banda ProArt Namibe como vocalista principal, passou a explorar diferentes estilos musicais e conquistou maior projecção junto do público local. Entre os momentos mais marcantes do percurso, destaca a actuação perante o Presidente da República durante a inauguração dos novos Terminais de Contentores e Mineraleiro do Porto do Namibe, bem como do Centro Cultural Mussungo Bitoto, em 2025.




