A transformação da relação com os resíduos e a necessidade de preservar os oceanos estiveram no centro de uma residência artística que reuniu três artistas angolanos em Luanda. O projecto culminou, na quarta-feira à noite, com a apresentação das obras de Irene A’mosi, Wilson Belas e Maria Brandão, no Instituto Guimarães Rosa, numa exposição que procurou aproximar a criação artística das questões ambientais.
Intitulada “Atlantic Waves of Change – Arte pelos Oceanos”, a iniciativa foi promovida pela Atlantic Logistic Services, em parceria com a galeria The Art Affair, e decorreu de 21 de Setembro a 21 de Outubro, no Hotel Globo, em Luanda. Os três artistas desenvolveram os seus trabalhos sob orientação do curador Hemak Verkron.
Embora partilhem o mesmo ponto de partida, os artistas desenvolveram abordagens distintas. Irene A’mosi explorou as ligações entre memória, economia e recursos marinhos, enquanto Wilson Belas direccionou o seu olhar para a realidade dos bairros de Luanda e os circuitos dos resíduos. Maria Brandão, que já integra materiais reutilizados na sua prática artística, aprofundou a dimensão conceptual do seu trabalho.
No âmbito do programa, cada artista recebeu um subsídio de um milhão de kwanzas, totalizando três milhões de kwanzas, além de alojamento, alimentação e acompanhamento técnico.
A entrega de certificados marcou o encerramento oficial da residência.




