A cantora Yola Semedo mostrou toda a sua autenticidade, no passado domingo, ao apresentar os maiores êxitos da carreira artística. A diva protagonizou uma tarde marcante para os fãs e, mais uma vez, mediu a sua popularidade ao lotar o Resort Bantu, em Luanda.
A artista navegou com assinalável versatilidade por vários estilos musicais, com realce para a kizomba, o semba, a balada e o reggae, transmitindo ao público uma forte carga emocional, bem como a mais pura identidade cultural angolana.
Ao apresentar os temas “Decisão”, “Nossa Canção”, “Light”, “Lá no Fundo”, “És Tu”, “Injusta”, “Meu Amor”, “Ingrato” e “Volta Amor”, a anfitriã da noite vibrou em uníssono com os espectadores.
Durante uma hora e meia de espectáculo, a artista foi muito acarinhada pelo público e mexeu com a assistência ao introduzir no seu alinhamento as canções “Maldita Distância”, “Mar Azul” e “Mexe Mexe”. Ao longo da exibição, uma atitude positiva de Yola Semedo, que mereceu um aplauso intenso da plateia, ocorreu quando a cantora dispensou a equipa de segurança, no sentido de usufruir um momento mais íntimo e de pura convivência junto da assistência.
O romantismo e as outras facetas musicais da cantora estavam em alta quando cantou “Marido”, “Carlito”, “Você me Abana” e “Maguy”. Por seu turno, a canção de intervenção social surgiu com “Velha Chica”, uma obra original do malogrado Waldemar Bastos, que retrata o medo e a dureza da vida no país durante a época colonial.
“A música ‘Velha Chica’ fez parte da minha infância e, sempre que posso, coloco-a no alinhamento do meu espectáculo, porque representa a memória viva da comunidade e as transformações históricas do nosso país”, partilhou a cantora.
Yola Semedo mostrou também versatilidade ao mergulhar no ritmo do reggae, género musical de origem jamaicana, e agitou o recinto ao promover uma autêntica farra entre os convivas, contando com o exímio suporte instrumental da sua banda de apoio. Para concluir o concerto e levar os presentes à pista de dança, brindou os fãs com os temas “Quem Dera”, “Maria não é Maioria”, “O Sapato” e “Povo”, esta última uma composição original de Paulo Flores.
“Devemos aplaudir o engenheiro de som por proporcionar um espectáculo com esta qualidade técnica”, elogiou Yola Semedo em palco.
Na ocasião, a artista aproveitou para agradecer aos fãs pelo carinho e pela energia positiva de sempre, lembrando que não existe artista se não houver público. “Vocês fazem parte da minha trajectória”, vincou.
Uma voz sagrada
A espectadora Ana Carvalho referiu que Yola Semedo possui uma “voz sagrada” que se destaca pela impressionante extensão vocal, deixando encantada qualquer pessoa, além de demonstrar versatilidade técnica e uma entrega emocionante em palco.
Para o espectador Gelson Gouveia, o espectáculo foi muito motivador e harmónico, além de divertido, proporcionando um excelente momento de descontracção antes do início de mais uma semana laboral.
“Yola Semedo é uma figura indelével do mercado nacional. Os seus concertos trazem-nos paz de espírito, musicalidade e muita harmonia, é disso que a sociedade precisa e é, por isso, que não perco nenhum espectáculo da artista”, explicou, destacando o encanto que sente pelo tema “Ingrato”, por abordar uma mensagem central de superação, emancipação emocional e amor à própria vida.
Por sua vez, Maria Carvalho disse que Yola Semedo já faz parte da história dourada das grandes vozes nacionais e que a ouvir é sempre um motivo de enorme satisfação.
“Os espectáculos de Yola Semedo têm muita qualidade. Gosto de assisti-los ao vivo e, se tivesse de a classificar numa escala, daria 100 por cento. Gosto de todas as músicas, mas as que mais mexem comigo são as músicas ‘Carlito’ e ‘Maguy”’, concluiu.




