Lubango- O projecto “A Nossa Terra Agro-Industrial” vai apostar, este ano, na produção de marcas brancas, para empresas nacionais e de países da região, como estratégia para ampliar a actividade industrial e responder à procura por produtos fabricados localmente.
Lubango- O projecto “A Nossa Terra Agro-Industrial” vai apostar, este ano, na produção de marcas brancas, para empresas nacionais e de países da região, como estratégia para ampliar a actividade industrial e responder à procura por produtos fabricados localmente.
Em declarações, esta quinta-feira, à ANGOP, no âmbito da 32.ª edição da Expo-Huíla, o director comercial da empresa, Pedro Mota, disse que a produção de marcas brancas consiste em fabricar produtos para outras empresas, que posteriormente comercializam com as suas próprias marcas.
Neste modelo, segundo o responsável, "A Nossa Terra" poderá produzir, de acordo com a fórmula, especificações e padrões de qualidade definidos pelo cliente, enquanto o produto chega ao consumidor com a marca da empresa contratante.
Pedro Mota apontou como exemplo empresas que enfrentam dificuldades logísticas para transportar produtos de outras regiões para o Sul de Angola e podem recorrer à capacidade instalada pela empres, para produzir mais próximo dos mercados consumidores.
“Mostram-nos a fórmula como querem que seja feita, os padrões de qualidade e vamos produzir”, explicou.
Disse que a aposta se enquadra na estratégia de revitalização das oito linhas de produção da empresa, que possui capacidade para fabricar diferentes produtos agro-industriais.
Apontou que, entre as áreas de produção, encontram-se derivados de frutas, doces, derivados de tomate, refrigerantes e vinhos, além de outros produtos destinados ao mercado nacional.
Disse que a empresa pretende, igualmente, aproveitar a produção agrícola própria para reforçar a actividade de transformação, com destaque para a laranja proveniente dos seus pomares.
A "ANossa Terra" dispõe de 400 hectares de área cultivada, com a capacidade de produção estimada, entre 16 e 20 toneladas de laranja por hectare.
Pedro Mota revelou que a empresa recebeu propostas relacionadas com a produção de matéria-prima para ketchup, área considerada com potencial, devido à necessidade de reduzir a importação de produtos que podem ser fabricados localmente.
Neste sentido, disse, está disponível para estabelecer parcerias com empresas interessadas na produção de matérias-primas e produtos acabados, de acordo com as suas necessidades.
O director comercial considerou que o modelo de marcas brancas poderá permitir uma melhor utilização da capacidade industrial instalada, criar novas oportunidades de negócio e aproximar a produção dos mercados consumidores.
Acrescentou que a empresa pretende estabelecer parcerias duradouras com clientes e fornecedores, bem como aproveitar a participação na Expo-Huíla, para aumentar a visibilidade dos seus produtos e ampliar a rede de contactos comerciais.
Pedro Mota defendeu maior união entre os operadores do sector agro-industrial, com o reforço das parcerias e do networking, para contribuir no crescimento da produção nacional. BP/ALH




