A Academia Angolana de Letras procedeu à admissão de 14 novos membros, nesta agremiação cultural e científica, entre efectivos e correspondentes, num acto realizado na terça-feira, em Luanda.
O momento foi o ponto alto da segunda Assembleia-Geral do presente mandato dirigido pelo sociólogo Paulo de Carvalho, que, entre outros pontos, fez a aprovação do relatório e contas do ano de 2025 e deu a conhecer aos membros o programa de celebração do 10º aniversário.
“Os novos membros vão tomar posse no dia 29 de Setembro do corrente ano, no âmbito das celebrações do 10º aniversário da Academia Angolana de Letras, que actualmente tem 35 membros efectivos”, explicou António Quino, secretário-geral.
No total de membros efectivos, foram admitidos sete intelectuais angolanos, dentre os quais três linguistas, um crítico literário, um escritor, um economista e uma jurista, nomeadamente Alves da Rocha, Domingos Nzau, Gociante Patissa, Luzia Sebastião, Manuel Muanza, Márcio Undolo e Paulino Soma.
Quanto à distribuição geográfica, quatro dos recém-admitidos membros residem fora de Luanda, precisamente em Benguela, Gociante Patissa e Márcio Undolo, em Cabinda, onde está Domingos Nzau, e Paulino Soma no Lubango. No que toca ao percurso académico dos admitidos, cinco têm doutoramento, um ostenta o grau de mestrado e outro de licenciatura.
Em igual número, os membros correspondentes foram eleitos quatro de países africanos, oriundos de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, dois europeus de Itália e Portugal, e um latino-americano, do Brasil. Trata-se de dois sociólogos, uma crítica literária, um economista, um filólogo, um historiador e uma linguista.
“Desta vez foram admitidos as moçambicanas Teresa Manjate e Inês Machungo, o brasileiro Marcelo Bittencourt e o português José Luís. A lista inclui, ainda, o cabo-verdiano António Leão Correia e Silva, o bissau-guineense Carlos Lopes e o italiano Giorgio de Marchis. Todos os membros correspondentes admitidos possuem o grau de doutor”, detalhou o responsável.
Criada oficialmente a 28 de Março de 2016 e proclamada no dia 16 de Setembro daquele ano, a Academia Angolana de Letras está definida como uma associação privada sem fins lucrativos, de carácter cultural e científico, cujo estatuto está publicado no Diário da República n.º 57, III Série, de 28 de Março de 2016. A instituição de intelectuais angolanos e estrangeiros tem como patrono o intelectual e primeiro Presidente da República de Angola, António Agostinho Neto.
Katiana Silva




