Talatona - Angola está a reforçar a aposta na inovação tecnológica, formação de quadros nacionais e atracção de investimentos para garantir o crescimento e a sustentabilidade do sector petrolífero, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, o presidente da Secção Angola da Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE), Lenda António.
Talatona - Angola está a reforçar a aposta na inovação tecnológica, formação de quadros nacionais e atracção de investimentos para garantir o crescimento e a sustentabilidade do sector petrolífero, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, o presidente da Secção Angola da Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE), Lenda António.
Em declarações à imprensa, à margem da 7.ª edição da Conferência Internacional e Exposição de Angola Petróleo e Gás (AOG 2026), o responsável considerou este evento como uma importante plataforma para promover internacionalmente o potencial do país e aproximar o Governo, empresas nacionais, investidores e operadores das novas oportunidades do sector.
“Angola sai mais na imagem, a nível mundial, daquilo que oferece para o mundo”, afirmou.
Lenda António destacou, ainda, as reformas em curso no país, particularmente os esforços do Governo para criar mecanismos capazes de mobilizar mais financiamento e direcioná-lo para projectos destinados ao aumento e à manutenção da produção nacional.
Acrescentou, igualmente, a importância das universidades e escolas técnicas na preparação dos futuros profissionais, defendendo o reforço das bolsas de estudo e da transferência de conhecimentos entre especialistas nacionais e internacionais.
“Não desistam. Venham, assistam e aprendam. É necessário continuar a transmitir conhecimentos sobre aquilo que Angola tem para oferecer e sobre as oportunidades que o sector pode proporcionar”, apelou.
O responsável considera também que investir em recursos humanos é tão importante quanto investir em projectos e tecnologia, porque sem quadros qualificados "não é possível garantir a execução e o sucesso dos grandes projectos nacionais".
Lenda António sublinhou que, apesar dos desafios da transição energética, o petróleo continuará a desempenhar um papel relevante na economia mundial durante muitos anos, defendendo, por isso, a preparação de uma nova geração de profissionais para responder as necessidades futuras da indústria.
Referiu que investir simultaneamente em tecnologia, conhecimento e recursos humanos permitirá a Angola aumentar a eficácia da produção e transformar as oportunidades da indústria petrolífera em benefícios económicos para o país. “Angola pode oferecer aquilo que tem para dar e aquilo que o país pode ganhar”, concluiu.
A 7.ª edição da Conferência Internacional e Exposição de Angola Petróleo e Gás encerra quinta-feira (10) e conta com a participação de especialistas e empresas do sector, que estão a discutir temas como a exploração e produção de petróleo e gás, a transição energética e a sustentabilidade. MAM/GIZ/QCB




