Luanda - Angola pretende reforçar a cooperação estratégica com o Brasil no sector da agro-indústria, com vista a acelerar o processo de diversificação económica e garantir a sustentabilidade do país, afirmou esta quinta-feira, em Luanda, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns.
Luanda - Angola pretende reforçar a cooperação estratégica com o Brasil no sector da agro-indústria, com vista a acelerar o processo de diversificação económica e garantir a sustentabilidade do país, afirmou esta quinta-feira, em Luanda, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns.
Intervindo no Fórum Económico Brasil-Angola, o governante angolano defendeu uma maior absorção do conhecimento científico, inovação tecnológica e capacitação técnica, particularmente na produção agropecuária e na industrialização, acumulada por este país sul-americano.
Para Rui Miguêns, o ecossistema produtivo brasileiro representa um modelo de excelência e complementaridade para os desafios de desenvolvimento em que Angola se encontra engajada.
"Reconhecemos no Brasil não apenas uma capacidade produtiva, mas sobretudo uma capacidade científico-técnica e de conhecimento. Precisamos de uma maior transferência de conhecimento para o nosso país para potencializar a nossa ciência e tecnologia", defendeu.
Segundo o titular da pasta da Indústria e Comércio, a nova visão económica do Executivo angolano está centrada na transição para a auto-suficiência alimentar e na diversificação da estrutura produtiva.
Disse que, nesse contexto, o conhecimento técnico brasileiro surge como um catalisador fundamental para elevar os índices de produtividade local.
Rui Miguêns sublinhou que a cooperação não deve ser encarada sob uma óptica de concorrência comercial, mas sim de estrita complementaridade estratégica.
A propósito, apontou o aproveitamento hidroeléctrico de Capanda como um exemplo histórico de infra-estrutura estruturante viabilizada com suporte técnico e financeiro brasileiro, que actualmente serve de base de sustentação para o processo de industrialização angolana.
Neste sentido, o governante encorajou os investidores e produtores agro-pecuários brasileiros a instalarem-se em Angola, numa combinação entre a tecnologia e especialização sul-americana com a mão-de-obra e as potencialidades naturais locais, garantindo uma presença sustentável no mercado regional e internacional.
Além das vertentes económicas e de inovação, o ministro enalteceu os laços históricos, políticos e culturais que unem os dois povos desde os primeiros anos da independência nacional.
Recordou o papel activo de especialistas, quadros e empresas brasileiras na consolidação do tecido económico e no processo de pacificação do país.
A cooperação entre Angola e o Brasil tem se consolidado ao longo de décadas, abrangendo sectores-chave como a agricultura, infra-estruturas, defesa e formação de recursos humanos, reafirmando o compromisso mútuo no desenvolvimento sustentável e na soberania económica. OPF/CS




