Angola prevê investimentos superiores a 70 mil milhões de dólares norte-americanos nos próximos cinco anos para o sector do petróleo e gás, numa carteira que deverá abranger actividades de exploração, produção de gás e desenvolvimento de infra-estruturas energéticas.
A previsão foi avançada pelo administrador executivo da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Artur Custódio, no primeiro dia do Fórum Angola Oil & Gas 2026, que decorre em Luanda. A informação surge num momento em que o país procura reforçar a actividade exploratória e manter os níveis de produção petrolífera.
Ao discursar perante investidores, parceiros e outros participantes do encontro, Artur Custódio defendeu que a concretização deste potencial de investimento dependerá, sobretudo, da confiança no potencial geológico de Angola, na capacidade das instituições e na estabilidade das relações com os investidores.
O cenário apresentado pela ANPG está alinhado com novos projectos e decisões de investimento no sector. Entre os desenvolvimentos recentes está o projecto Greater PAJ, nos blocos 31 e 31/21, com reservas estimadas em 252 milhões de barris, bem como a continuidade dos investimentos no Bloco 32, cujo período de produção foi prorrogado até 2043.
A TotalEnergies, por exemplo, anunciou esta semana a intenção de investir 10 mil milhões de dólares em Angola nos próximos cinco anos, em parceria com outras empresas, com o objectivo de apoiar vários projectos e manter a produção da companhia no país.
Entre os principais projectos está o Kaminho, avaliado em cerca de seis mil milhões de dólares e com início de produção previsto para 2028, devendo contribuir com aproximadamente 70 mil barris de petróleo por dia.
Os dados mais recentes da ANPG indicam que Angola produziu, em Julho, uma média diária de 1,01 milhões de barris de petróleo, enquanto a produção de gás associado atingiu cerca de 2,26 mil milhões de pés cúbicos por dia.
Com a nova carteira de investimentos, as autoridades angolanas pretendem estimular a exploração de novos recursos, prolongar a vida produtiva dos campos existentes, aumentar a produção de gás e reforçar as infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento da indústria energética nacional.




