Angola registou, até ao momento, uma produção de 664 mil toneladas de pescado, das quais 411 mil provenientes da pesca industrial e semi-industrial e 253 mil da pesca artesanal, disse nesta Quinta-feira, 29, em Luanda, a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen dos Santos
A governante, que falava durante a abertura da 2ª Conferência Internacional de Pesca e Aquicultura Sustentável (CIPAS’2026), referiu que os resultados da produção demonstram a contribuição dos diferentes segmentos da pesca para a economia nacional, defendendo o reforço dos mecanismos de acompanhamento, fiscalização e monitorização da actividade, com particular atenção à pesca artesanal. Por outro lado, destacou a importância da produção nacional, da ciência, do investimento e da sustentabilidade na gestão dos recursos pesqueiros, em alinhamento com as políticas públicas do Executivo e com o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2022- 2027.
Segundo Carmen dos Santos, o Ministério identificou 215 locais de desembarque de pescado, dos quais 115 estão associados à pesca artesanal e formal, estando em curso esforços para melhorar o controlo da origem, circulação e distribuição do pescado. A medida visa reforçar a rastreabilidade dos produtos, melhorar a qualidade da informação estatís tica e assegurar que as decisões de gestão dos recursos sejam sustentadas em dados científicos mais fiáveis.
A governante sublinhou que a melhoria do conhecimento sobre a produção artesanal constitui uma prioridade, tendo em conta a sua relevância económica e social, bem como a necessidade de integrar de forma mais eficaz este segmento nas políticas de gestão sus- tentável das pescas. A ministra defendeu que a ciência deve constituir a base das decisões sobre a gestão dos recursos pesqueiros, incluindo a definição das possibilidades de captura para o próximo ano.




