BODIVA defende maior cooperação do mercado

A presidente da Comissão Executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), Cristina Lourenço, apelou ontem, em Luanda, ao reforço da cooperação entre a banca e o mercado de capitais para garantir maior transparência no desenvolvimento económico.
Cristina Lourenço, que falava à margem da 16.ª edição do Fórum Banca, justificou que estes esforços devem propiciar um mercado de capitais mais sólido e robusto, capaz de financiar a economia real, em paralelo com uma banca forte, integrada e comprometida com o crescimento do país. Na ocasião, a responsável reiterou que, em 2025, os depósitos bancários atingiram cerca de 17 biliões de kwanzas. Ao comparar esse volume com o montante negociado em bolsa, apontou que existe um amplo espaço para conversão de activos, destacando que esse esforço de captação de clientes não deve depender exclusivamente dos membros de negociação já especializados. Entretanto, foram apontadas três oportunidades principais no certame, com destaque para o posicionamento da banca enquanto criadora de mercado (market maker). Essa função aplica-se não apenas às instituições com acções cotadas, mas também no suporte às suas próprias emissões, a fim de impulsionar a liquidez geral do sistema financeiro. O evento, promovido pelo jornal Expansão, decorreu sob o lema “A Internacionalização da Banca Angolana e o Regresso dos Correspondentes: Desafios e Oportunidades”. Para o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, num sistema financeiro globalmente interligado, a reputação de uma instituição e a de um país dependem diretamente da capacidade de preservar elevados padrões de integridade, transparência e governação. Ottoniel dos Santos frisou que o regresso dos bancos correspondentes internacionais não deve ser entendido como um ponto de chegada, mas sim como o início de uma nova etapa. Segundo o governante, o setor deve demonstrar diariamente que Angola merece a confiança que volta a conquistar no mercado externo.



