O petróleo Brent para entrega em Novembro deste ano iniciou a sessão desta sexta-feira, 11, a negociar nos 109,37 dólares por barril.
O valor representa uma subida de 7,43 dólares face à abertura da sessão anterior, numa jornada marcada por forte aversão ao risco nos mercados de energia.
A extensão dos ganhos está a ser sustentada por novos sinais de perturbações na cadeia de abastecimento global.
Durante a madrugada, foram reportados novos ataques a embarcações comerciais no Médio Oriente, uma rota crítica por onde passa grande parte do crude que abastece Europa e Ásia.
O receio de um agravamento do conflito e de possíveis bloqueios em pontos estratégicos como o Estreito de Ormuz fez com que os traders antecipassem um cenário de menor disponibilidade de barris no curto prazo, o que empurrou os preços para máximos das últimas semanas.
Entretanto, analistas apontam que, para além do factor geopolítico, o mercado continua a reagir à manutenção dos cortes de produção por parte da OPEP+ e aos dados de stocks mais baixos do que o esperado nos Estados Unidos da América divulgados no início da semana.
Com o Brent a ultrapassar a barreira dos 109 dólares, as petrolíferas listadas em bolsa e as moedas de países exportadores registaram valorizações logo na abertura. Em sentido paralelo, cresce a preocupação com o efeito no preço dos combustíveis e na inflação, sobretudo na Europa, que depende fortemente das importações.
Para Angola, principal produto de exportação é o petróleo, e a subida traz alívio às contas públicas no curto prazo. Mas economistas alertam que uma escalada prolongada pode travar o crescimento global e, consequentemente, a própria procura por crude.
Com a sessão ainda a decorrer, o Brent segue volátil, mas o sentimento dominante é de que o prémio de risco geopolítico deve continuar a sustentar os preços enquanto não houver sinais de descompressão no Médio Oriente.




