Lubango - A empresa "Calcários da Huíla" reduziu a sua produção diária, de 420 para 90 a 150 toneladas, devido à falta de clientes no mercado nacional, disse, esta quinta-feira, a chefe do departamento administrativo da fábrica, Edna Eyanga.
Lubango - A empresa "Calcários da Huíla" reduziu a sua produção diária, de 420 para 90 a 150 toneladas, devido à falta de clientes no mercado nacional, disse, esta quinta-feira, a chefe do departamento administrativo da fábrica, Edna Eyanga.
Fundada em 2007, a "Calcários da Huíla" é a única unidade fabril da região Sul de Angola a trabalhar com rochas calcárias dolomíticas e calcíticas para o fabrico de correctores de acidez de solos, carbonato de cálcio para ração animal e cal hidratada para tratamento de água e refinação de açúcar.
Em declarações à ANGOP, no quando da 33ª edição da Expo-Huíla, explicou que a fábrica mantém a estabilidade operacional, porém a escassez de clientes forçou a limitação da actividade, para evitar custos com o armazenamento excessivo de material.
Afirmou que até ao momento a empresa tem em reserva mil 500 toneladas de calcário no seu armazém, à espera de comercialização.
Como novos produtos, lançados em 2025 para o mercado, patentes na Expo-Huíla, Edna Eyanga indicou o “EcoMagic Foliar”, um fertilizante natural que actua como protecção solar para as plantas, e o “Fill Tek”, uma massa de acabamento para a construção civil.
Frisou que a empresa já exporta para Portugal o fertilizante ecológico "EcoMagic Foliar", desde 2025, com o envio de 30 toneladas de mercadoria.
Disse que o processo decorre desde o ano passado, mas a falta de divisas e a escassez de acessórios e peças de reposição no mercado local limitam a actividade e forçam uma espera de até três meses por componentes simples.
Considerou que o fornecimento e o uso de calcário devem ser prioritários na agricultura, para garantir a correcção da acidez do solo, um procedimento para reduzir de forma os custos com outros fertilizantes, para além de aumentar a qualidade e a quantidade das colheitas.
Salientou que 85% a 90% dos solos do país apresentam elevados níveis de acidez, o que exige uma aplicação estimada entre duas a duas toneladas e meia de calcário/ por hectare.
Acrescentou que as dificuldades financeiras impedem que os pequenos produtores realizem análises laboratoriais e comprem a quantidade recomendada para o sucesso das culturas.
"Os pequenos agricultores carecem de apoio técnico e financeiro, sem capacidade para fazer análises laboratoriais, a agricultura familiar compra quantidades insuficientes de calcário, o que compromete o sucesso e o rendimento das colheitas", reforçou.
Defendeu uma intervenção pedagógica do Executivo junto dos agricultores, com o objectivo de demonstrar a importância deste mineral, pois há ainda crítica directa à desvalorização dos produtos nacionais em benefício dos importados.
A empresa, com 48 funcionários, está a produzir calcários dolomíticos e calcitico (micronizado e granulado), carbonato de cálcio, gesso agrícola, EcoMagik Foliar, EcoMagik Irri, EcoMagik micro granulado, blocos minerais e tilltek. EM/ALH




