Cabo Ledo – Alguns camponeses do município do Cabo Ledo, província do Icolo e Bengo, solicitam as entidades de direito, no sentido de facilitarem a aquisição de insecticidas e adubos, de modos a proporcionarem uma agricultura de excelência.
Cabo Ledo – Alguns camponeses do município do Cabo Ledo, província do Icolo e Bengo, solicitam as entidades de direito, no sentido de facilitarem a aquisição de insecticidas e adubos, de modos a proporcionarem uma agricultura de excelência.
Organizados em uma cooperativa chamada Muengueji, os camponeses manifestaram-se preocupados com os elevados preços do adubo, essencial para a produção de culturas saudáveis.
Em entrevista à ANGOP, o responsável da agremiação, Belchior Humberto, fez saber que 50 quilos de adubo normal, bastante usado nos campos, custam 58 mil Kwanzas, considerados exorbitantes.
Para o seu espaço de cultivo, constituído por 58 hectares, por exemplo, precisariam de um mínimo de mil sacos de 50 quilos, o que oneraria os seus gastos.
Por esse facto, solicitam apoios e políticas que facilitem e promovam a agricultura.
Conforme o cooperativista, para suprirem as necessidades de fertilizantes e adubos, recorrerem ao mercado informal onde os preços são considerados altos.
“Temos força, recursos humanos e terras férteis mas falta-nos esse necessário apoio em adubos, fertilizantes e insecticidas para termos comida saudável à mesa de todos”, disse.
Por exemplo, disse, o adubo normal, bastante utilizado, custa 98 mil Kwanzas e para 58 hectares, precisariam de mil sacos de 50 quilos.
A cooperativa irriga as suas culturas com água acumulada em uma represa que ao longo dos meses de seca vai se escasseia e, por isso, prevê-se captar o líquido a partir do rio Kwanza, a cerca de 125 quilómetros.
“A ideia é canalizar o líquido a partir da vila da Muxima, por via de uma vala, até essa localidade do Muengueji, no município do Cabo Ledo e assim podermos produzir sem interrupções”, asseverou.
Composta por 16 membros, a cooperativa existe de 2024 e produz, entre outras culturas, o feijão, tomate, cenoura, repolho, couves, milho, pepino e alface.
De acordo com Belchior Humberto, em época de colheita de tomate, por exemplo, recolhem 600 caixas de 15 quilos por semana, que são comercializadas a 9 mil Kwanzas cada.
Em termos de escoamento, disse, os mercados do Km30, no município do Sequele e do Catintom (Luanda), têm sido os principais, assim como as províncias de Mbanza Congo e Lunda Sul. AJQ




