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A entrada do BFA na bolsa com a venda de 30% do capital que pertencia ao Estado e ao BPI, foi o "cavalo de Tróia" para o Grupo Carrinho e os seus últimos beneficiários entrarem naquele que é o segundo maior banco do País. O acordo agora anunciado pelo BPI, que a concretizar-se põe fim a uma longa e milionária "estadia" em Angola, é o xeque-mate final dado pelo grupo industrial no objectivo de ser "too big to fall".
Mas ainda faltam alguns passos para consumar a compra dos 33,35% que pertencem actualmente ao banco português (que pertence aos espanhóis do CaixaBank) por valores que incluem uma tranche de 345 milhões de euros e outra de 43,5 milhões, bem como metade dos dividendos que o BFA distribuir relativos aos resultados de 2026.
Desde logo que o BNA não se oponha à entrada do Grupo Carrinho, que já é dono do BCI e do banco Keve (embora afirme que aguarda resposta final do BNA, ver caixa)). O supervisor irá olhar para questões relacionadas com a idoneidade dos investidores que, no passado, até já aceitou como investidores no sector bancário, bem como a proveniência do dinheiro que irá custear a operação.
De seguida, a Comissão de Mercado de Capitais (CMC) terá de aceitar que o Grupo Carrinho, através do seu braço financeiro Congolian Financial, não esteja sujeito a cumprir a...




