Lobito - O Caminho de Ferro de Benguela (CFB) e a Lobito Atlantic Railway realizaram, esta segunda-feira, na cidade do Lobito, uma campanha de sensibilização contra acidentes com comboios e vandalização da linha férrea.
Lobito - O Caminho de Ferro de Benguela (CFB) e a Lobito Atlantic Railway realizaram, esta segunda-feira, na cidade do Lobito, uma campanha de sensibilização contra acidentes com comboios e vandalização da linha férrea.
Trata-se de duas empresas que operam na mesma linha férrea, cabendo a responsabilidade de transporte de passageiros e cargas leves ao CFB e os maiores volumes e manutenção das infra-estruturas à LAR.
Falando à imprensa, o Presidente do Conselho de Administração do CFB, António Cabral, revelou que o principal objectivo é eliminar os acidentes na sua totalidade.
Segundo o PCA, a campanha será feita nas passagens de níveis das 67 estações e apeadeiros, em toda a extensão da linha, do Lobito (Benguela) ao Luau (Moxico Leste).
A campanha visa alertar as pessoas sobre os cuidados ao atravessar a linha férrea, evitar a venda de produtos a poucos metros dela, bem como deitar lixo sobre a mesma, o que pode causar risco de descarrilamento do comboio.
Visa também prevenir o roubo de parafusos e fixações nas linhas, bem como o apedrejamento dos comboios.
Sobre este aspecto, António Cabral informou que a nível da província de Benguela não tem havido vandalização daquele bem público.
"Continuamos a registar danos no Huambo, Bié, Moxico e Moxico Leste. Queremos fazer com que as pessoas vivam em paz e harmonia e que a nossa economia cresça com a prestação dos comboios", afirmou.
Por sua vez, o director de operações da LAR, Nicolas Gregório, referiu que o consórcio está alinhado no mesmo pensamento, tendo já participado na primeira campanha em Dezembro de 2024.
"Hoje mobilizamos mais de 100 efectivos da LAR, o CFB, Polícia Nacional e sobas,para ajudar na sensibilização das pessoas", declarou.
Deixou uma mensagem às comunidades, lembrando a importância do Corredor do Lobito no que toca aos serviços e novas oportunidades de emprego, principalmente para a população que está situada ao longo da sua extensão.
Questionado sobre os trabalhos na linha férrea que atravessa o rio Cavaco, já que as infra-estruturas são da responsabilidade da LAR, disse ser mais complicado do que se previa.
"Depois das chuvas de 12 de Abril de 2026, reabilitamos o troço danificado da linha internacional e até ao memento não há constrangimentos, mas quanto a ponte do Cavaco temos de construir de raiz para que não volte a acontecer a rotura", explicou.
Nicolas Gregório revelou que a LAR está a fazer estudos de consultoria para tentar entender a intervenção necessária, sem impactar nas comunidades que estão nos arredores.
"Já recebemos os primeiros relatórios e vamos analisá-los em conjunto com as autoridades do país, devido à importância daquela linha", esclareceu. TC/CRB




