Lubango - A Cooperativa dos Avicultores da Huíla (CoaviHuíla) aumentou, este ano, a capacidade de produção de quatro mil para 22 mil frangos por ciclo, através do projecto Ossanji Yetu, com apoio de um financiamento do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FADA).
Lubango - A Cooperativa dos Avicultores da Huíla (CoaviHuíla) aumentou, este ano, a capacidade de produção de quatro mil para 22 mil frangos por ciclo, através do projecto Ossanji Yetu, com apoio de um financiamento do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FADA).
O facto foi tornado público, esta quinta-feira, no Lubango, pelo presidente da Cooperativa dos Avicultores da Huíla, Miguel Calandola, por ocasião da 22.ª edição da Feira Agro-Pecuária, enquadrada nas Festas da Nossa Senhora do Monte.
Afirmou que o financiamento permitiu à cooperativa apoiar os seus associados e introduzir no mercado a marca de frango Ossanji Yetu, criada no âmbito da parceria estabelecida com o FADA.
Miguel Calandula explicou que o projecto representa um investimento global de 800 milhões de Kwanzas, dos quais 50 por cento já foram desembolsados.
Esclareceu que, no modelo de financiamento do FADA, 70 por cento do investimento destina-se directamente aos fornecedores, enquanto os outros 30 por cento são disponibilizados na conta do mutuário, para servir de fundo de maneio.
Disse que o financiamento beneficia de um período de carência de um ano, seguido de quatro anos para a reposição do valor.
Com o projecto, a cooperativa criou 60 postos de trabalho para jovens, após um processo de recrutamento que contou com a divulgação através dos órgãos de comunicação social.
Referiu que a produção tem como principais mercados a província da Huíla e as regiões vizinhas do Cunene e Namibe, onde a cooperativa já efectua entregas.
Miguel Calandula adiantou que a cooperativa pretende aumentar, de forma gradual, o fornecimento para as duas províncias, à medida que a capacidade de produção crescer.
O projecto Ossanji Yetu está no mercado há dois anos e surgiu no âmbito da parceria, entre a CoaviHuíla e o FADA.
Entre os principais objectivos do projecto, consta a necessidade de garantir que o frango produzido na Huíla chegue, em primeiro lugar, às famílias da província, bem como contribuir para a redução do preço praticado no mercado.
Actualmente, o preço de cada frango varia, entre três mil 500 e quatro mil Kwanzas, em função do tamanho.
O responsável explicou que a cooperativa trabalha, nesta fase, com 50 por cento da capacidade prevista, por considerar necessário consolidar a produção antes de avançar para níveis superiores.
“Já conseguimos colocar uma cota aceitável no mercado e o consumidor da Huíla recebe o nosso produto com muito agrado”, afirmou.
No segmento de galinhas poedeiras, a cooperativa controla, entre 12 mil e 15 mil aves pertencentes aos seus mutuários, embora esta área não constitua o principal foco do projecto.
Miguel Calandula apontou a colocação do frango no mercado como um dos principais desafios da cooperativa, em sintonia com os esforços do Executivo, para aumentar a oferta de produtos nacionais. JT/ALH




