O comércio bilateral entre Angola e Brasil possui uma média anual de 1,3 mil milhões de dólares, dos quais aproximadamente mil milhões correspondem às exportações angolanas para o Brasil, que vende ao país pouco mais de 300 milhões de dólares, disse, quinta-feira, em Luanda, a embaixadora.
Eugênia Barthelmess afirmou que as exportações de Angola para o território brasileiro se centram, principalmente, no petróleo, e a exportação do Brasil para o território nacional estão mais voltadas para a proteína animal.
Apesar do défice comercial brasileiro, a diplomata esclareceu que o desequilíbrio não constitui, por si só, uma preocupação, defendendo que o mais importante é aumentar o volume global das trocas.
Segundo Eugênia Barthelmess, existe espaço para aumentar não apenas as exportações e importações de bens, mas também as parcerias empresariais e o comércio de serviços.
A diplomata referiu que, desde o início do ano, cerca de 100 empresas brasileiras visitaram Angola, com o propósito de avaliar oportunidades de investimento e estabelecimento de parcerias locais.
A agricultura, disse, foi apontada como uma das áreas com maior potencial para a cooperação económica e considerou o sector agrícola como um dos capítulos mais promissores da relação comercial entre os dois países, tendo em conta a experiência brasileira e as oportunidades existentes em Angola.
Por sua vez, na área da Saúde, a embaixadora destacou a cooperação técnica entre os dois países, particularmente nas áreas de formação e capacitação profissional, onde mais de mil profissionais de saúde angolanos se encontram actualmente em formação no Brasil, em diferentes especialidades.
E salientou que, empresas farmacêuticas brasileiras demonstram interesse crescente em investir na produção de medicamentos em Angola. E revelou que, há uma empresa brasileira, em coordenação com o Ministério da Saúde com um projecto na produção de medicamentos em Luanda.




