Matala - A cooperativa 1.º de Maio no Perímetro Irrigado da Matala, (Huíla), prevê alcançar seis mil toneladas de produtos agrícolas na presente campanha, com destaque para a batata, cebola, alho, tomate, repolho e couves.
Matala - A cooperativa 1.º de Maio no Perímetro Irrigado da Matala, (Huíla), prevê alcançar seis mil toneladas de produtos agrícolas na presente campanha, com destaque para a batata, cebola, alho, tomate, repolho e couves.
A produção resulta de uma área de 900 hectares irrigáveis, dos mil 500 hectares que constituem a extensão total da cooperativa.
Em declarações à ANGOP, a propósito dos investimentos que estão a ser feitos, o presidente da cooperativa 1.º de Maio, Víctor Fernandes, considerou positiva a actual campanha agrícola, sobretudo, para a produção de hortícolas.
Afirmou que a batata constitui, nesta fase, uma das culturas com maior expressão, com a colheita já iniciada e parte da produção destinada aos mercados das províncias do Cunene, Huíla e Cuando Cubango.
A cooperativa prevê uma produção significativa de cebola e alho, embora estas culturas apresentem atraso no ciclo de colheita devido ao prolongamento das chuvas.
Segundo Víctor Fernandes, os dados definitivos sobre a produção de cada cultura ainda não estão disponíveis, uma vez que a colheita prossegue.
Disse que o milho ocupa uma posição de destaque no plano de produção da cooperativa, tanto pelo seu peso na alimentação das famílias, como pelo potencial de comercialização do excedente nos mercados.
A organização prevê aproveitar as áreas disponíveis durante o período de chuva para o cultivo do milho, depois da retirada das culturas hortícolas.
“Não podemos deixar o milho para trás, porque é um produto que também alimenta as nossas famílias”, afirmou Víctor Fernandes.
Disse que a outra aposta da cooperativa passa pelo relançamento da produção de trigo, cultura que já teve expressão na região e que apresenta boas condições de adaptação ao Perímetro Irrigado da Matala.
A título experimental, apontou que o trigo ocupa actualmente 35 hectares, com uma previsão média de 2,5 toneladas por hectare.
A cooperativa pretende reservar parte da semente desta campanha para aumentar significativamente a área de cultivo no próximo ano.
A expansão depende da disponibilidade de máquinas para a colheita, uma das principais dificuldades enfrentadas pelos produtores.
Para ultrapassar o constrangimento, a cooperativa 1.º de Maio mantém contactos com fábricas da Caála e outras estruturas agrícolas da região, com vista à obtenção de equipamentos adequados para a colheita do trigo.
Víctor Fernandes considera que o aumento da produção desta cultura pode contribuir para reduzir a dependência de trigo importado, tendo em conta o elevado consumo de pão e outros derivados no país.
165 agricultores asseguram produção
A Cooperativa 1.º de Maio reúne 165 agricultores, distribuídos por parcelas com dimensões entre 2,5 e 25 hectares.
Cada agricultor recorre, em média, a 20 a 25 trabalhadores por dia para os trabalhos nos campos, o que representa importante fonte de emprego nas comunidades próximas do perímetro agrícola.
Com sete cooperativas instaladas numa extensão de aproximadamente 45 quilómetros de canais, o Perímetro Irrigado da Matala constitui uma das principais zonas de produção agrícola da região.
Custos de produção preocupam agricultores
Apesar dos resultados positivos, apontou o preço dos fertilizantes e a insuficiência de máquinas agrícolas como os principais obstáculos ao aumento da produção, numa altura em que o saco de fertilizante varia, entre 34 mil e 40 mil Kwanzas, enquanto a produção de um hectare de batata pode exigir, entre 600 e 700 quilogramas do produto.
A estes custos somam-se as despesas com lavoura, gradagem, sulcagem e outras operações agrícolas, factores que, segundo o responsável, encarecem a produção e repercutem-se no preço final dos alimentos.
A cooperativa dispõe de duas brigadas de máquinas, número considerado insuficiente para responder às necessidades das áreas cultivadas.
Criada em 1999 como associação, a organização adoptou a forma de cooperativa em 2002 e mantém como prioridade o aumento da produção de alimentos, a criação de emprego e o abastecimento dos mercados com produtos agrícolas de origem nacional. JT/ALH




