Matala - As cooperativas agrícolas do perímetro irrigado da Matala, província da Huíla, pediram, esta segunda-feira, maior acesso a tractores, alfaias e outros meios de trabalho, para aumentar as áreas cultivadas e os níveis de produtividade.
Matala - As cooperativas agrícolas do perímetro irrigado da Matala, província da Huíla, pediram, esta segunda-feira, maior acesso a tractores, alfaias e outros meios de trabalho, para aumentar as áreas cultivadas e os níveis de produtividade.
Os produtores apontam a insuficiência de equipamentos agrícolas como um dos principais constrangimentos ao aproveitamento das terras aráveis e à expansão da produção de cereais e hortícolas.
Reclamam, para além dos equipamentos, maior acesso a sementes, fertilizantes, assistência técnica e financiamento, factores considerados essenciais para o reforço da capacidade produtiva e melhoria das condições de vida das famílias camponesas.
O presidente da cooperativa 1.º de Maio, Víctor Fernandes, afirmou que o aumento da produção agrícola exige o recurso a fontes alternativas de financiamento e a outros meios de trabalho, face às limitações existentes no sector.
O responsável defendeu maior apoio aos produtores, sobretudo, no acesso a equipamentos, insumos e crédito, para ampliar as áreas de cultivo e elevar os níveis de produtividade.
O presidente da cooperativa Sandjuka Tchalwa, Tomé Armando, acredita que havendo meios de produção permitirá aumentar a oferta de produtos no mercado local e reduzir a dependência de bens provenientes de outras regiões do país.
As cooperativas reiteram o compromisso de aumentar a produção agrícola e contribuir para a segurança alimentar, desde que disponham de condições técnicas, financeiras e materiais adequadas.
Ao reagir às preocupações dos produtores, o director do Gabinete Municipal da Agricultura da Humpata, Bernardo Chicomo, apontou a parceria com o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) como uma das soluções para facilitar o acesso aos meios de produção.
Explicou que o financiamento poderá permitir a aquisição de tractores e respectivas alfaias, bem como de camiões para o escoamento da produção para os principais mercados e superfícies comerciais.
Defendeu maior articulação entre as cooperativas, os serviços da agricultura e as instituições financeiras, com vista à criação de mecanismos adequados às necessidades dos produtores.
Sobre o perímetro irrigado da Matala
O perímetro irrigado da Matala possui uma área de 10 mil hectares, dos quais 2.423 hectares se encontram em produção, com 649 produtores assentados.
Na presente campanha agrícola, que termina em Agosto, o perímetro registou uma produção de nove mil 754 toneladas de diversos produtos, com destaque para milho, batata rena, arroz e hortícolas.
A produção de arroz ocupa 350 hectares, com uma estimativa de sete mil toneladas, enquanto a de batata rena ronda as duas mil toneladas, para uma capacidade de armazenamento de dois mil e 50 toneladas.
A produção de milho no perímetro está estimada em 16 mil toneladas, entre a safra e a safrinha, ao passo que a cana-de-açúcar atinge cerca de mil 400 toneladas a nível do município.
O município conta com 41 cooperativas agrícolas, das quais sete estão instaladas no perímetro irrigado, além da empresa Olombi Agronegócios.
A produção local inclui ainda cerca de 28 mil ovos e oito mil toneladas de pescado por ano.
Entre as cooperativas agrícolas, o destaque recai para a do 1º de Maio, 1º de Dezembro, Rainha Jinga, Sandjuka Tchalwa, Comandante Cow-boy, Baixo Cunene, Agostinho Materno e 11 de Novembro é tido como um dos potenciais produtores da região. JT/ALH




