Os operadores do Centro de Apoio à Pesca Artesanal (CAPA), sito na zona litoral da Vila do Nzeto, estão preocupados com o estado de degradação da infra-estrutura, construída em 2016, para melhorar a conservação do pescado e promover o desenvolvimento da actividade pesqueira na região.
Em declarações ao Jornal de Angola, Guilherme de Carvalho, que é um dos responsáveis do CAPA, afirmou que a infra-estrutura apresenta, entre outros problemas, avarias do grupo gerador, na câmara de congelação e na fábrica de gelo.
A situação, segundo explicou, limita o funcionamento das câmaras frigoríficas e reduz a capacidade de resposta do centro às necessidades dos pescadores.
Segundo Guilherme de Carvalho, a nova concessionária da infra-estrutura, a empresa Afra Pesca, garantiu a recuperação da câmara de conservação com capacidade para armazenar até seis toneladas de peixe.
O projecto CAPA foi criado no município do Nzeto, província do Zaire, e em outras zonas do litoral, com o objectivo de apoiar os pescadores artesanais nas actividadesde transformação, conservação, congelação do pescado, bem como na produção de gelo, e comercialização em grande escala. Guilherme de Carvalho apelou ao Executivo para uma revitalização urgente da infra-estrutura, que, além da reparação dos equipamentos, necessita de modernização e de capacitação dos técnicos.
A degradação do centro preocupa, igualmente, os pescadores artesanais do Nzeto, que enfrentam dificuldades para aumentar a produção devido à falta de condições adequadas para a conservação do pescado.
Segundo os pescadores, a situação acaba por limitar o crescimento da actividade pesqueira e atrasar o desenvolvimento socioeconómico e a diversificação da economia, tanto no município e na província como no país em geral.
Um dos pescadores afectados é o armador Mateus Armando, que acredita que a recuperação e o pleno funcionamento do CAPA poderão devolver o “ânimo” aos operadores e contribuir para o crescimento da actividade pesqueira.
O armador considera que a existência de um espaço adequado e seguro para a conservação e transformação do pescado permitirá aos pescadores aumentar a produção e reduzir as perdas.
Esperança na revitalização
Numa visita recente ao CAPA, a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, manifestou descontentamento com o estado de conservação da infra-estrutura e garantiu a sua modernização.
Na ocasião, Carmen do Sacramento Neto defendeu a recuperação do espaço, de modo a reforçar a capacidade do sector das Pescas e fazer do CAPA uma referência na província do Zaire.A província do Zaire, rica em biodiversidade marinha, possui uma orla marítima de aproximadamente 250 quilómetros, que se estende entre os municípios do Nzeto e do Soyo.




