Apesar dos resultados, o especialista alerta para a necessidade de uma gestão criteriosa dos recursos provenientes das privatizações. José Lumbo defende que estes valores devem ser enquadrados como receitas do Estado e aplicados de forma estratégica.
“Estes recursos devem ser tratados como uma receita corrente normal do Estado”, disse.
E para garantir melhores resultados, o economista sugere ainda que seja retomado o debate sobre a criação de um Ministério da Economia, com a responsabilidade de coordenar e acompanhar a aplicação dos excedentes gerados por programas como o PROPRIV.
“Em termos técnicos, a experiencia dos últimos anos justifica que se volte a discutir a existência de um Ministério da Economia, de facto. Não necessariamente para produzir o antigo modelo, mas para preenche uma lacuna do ponto de vista da coordenação. As privatizações podem ter pernas para andar se existir um modelo mais técnico para a condução dos excedentes gerados através das privatizações”, sugeriu o economista.
O Programa de Privatizações (PROPRIV) atingiu um recorde financeiro, com um valor global contratualizado de 1,58 bilião de kwanzas, dos quais o Estado angolano já arrecadou 1 bilião de kwanzas.
O principal impulsionador deste resultado foi a Oferta Pública de Venda (OPV) de 15% do capital social da UNITEL na BODIVA, que permitiu um encaixe de 300,3 mil milhões de kwanzas.




