O Executivo considera que a população ainda não está preparada para suportar, sem medidas de protecção, a retirada total dos subsídios aos combustíveis.
A posição foi apresentada pela Ministra das finanças Vera Deves, que justificou a cautela do Governo com as dificuldades que ainda existem no sector dos transportes e na protecção social.
Segundo a governante, enquanto não forem reforçadas as condições de mobilidade e os mecanismos de apoio às famílias mais vulneráveis, a retirada total dos subsídios poderá aumentar a pressão sobre a população.
A ministra explicou igualmente que o Governo tem procurado melhorar a forma como gere as suas dívidas e negociar melhores condições junto das entidades que financiam o Estado.
Neste âmbito, destacou o espaço de tesouraria criado para permitir uma gestão mais activa da dívida pública e dar maior margem de negociação ao Executivo.
Como exemplo, referiu a emissão de eurobonds no valor de quatro mil milhões de dólares realizada este ano. Desse montante, 1,2 mil milhões de dólares foram utilizados para recomprar obrigações que tinham vencimento previsto para 2028 e 2029.
A operação permitiu, segundo a ministra, antecipar parte do pagamento da dívida e procurar condições mais favoráveis para as finanças públicas.
Apesar dos esforços para reduzir os encargos do Estado, o Governo mantém uma postura cautelosa em relação ao fim dos subsídios aos combustíveis, sobretudo pelo impacto que uma retirada total poderá ter no preço dos transportes e no custo de vida das famílias.




