O presidente do Conselho de Administração da C Calas Angola, Carlos Calas, afirmou, nesta quinta-feira, em Menongue, que a previsão dos quatro dias da Expo-Cubango é de movimentar mais de 700 milhões de kwanzas e criar mais de 600 postos de trabalhos directos e indirectos.
Entretanto, segundo o responsável, que falava no acto de abertura do certame, o objectivo da realização desta primeira edição da feira, de iniciativa do Governo Provincial do Cubango, vai muito mais além dos números, sublinhando que o maior enfoque é a consolidação de parcerias de negócios.
“Queremos que daqui saiam parcerias duradouras. Que o produtor local encontre mercado; que o empresário encontre fornecedor, e que o investidor encontre projectos concretos para aplicar capital”, referiu.
Para o efeito, o PCA destacou a realização, esta sexta-feira, do Fórum de Negócios da Expo-Cubango, realçando que o encontro vai permitir a consolidação de vários projectos e iniciativas de impactos sociais.
“Por isso, damos destaque ao Fórum de Negócios da Expo Cubango, que será o espaço onde vamos sair da conversa e passar para a ação: da oportunidade para o projecto; do projecto para o financiamento, e do financiamento para o investimento”, considerou.
Durante a sua intervenção na cerimónia que marcou o arranque da Expo-Cubango 2026, Carlos Calas salientou que o país precisa de uma economia mais diversificada e produtiva, capaz de gerar riquezas e postos de trabalhos para a população.
No entanto, citou a circunscrição territorial do Cubango como parte estratégica desta dinamização económica, sobretudo por possuir diversas potencialidades, como é o caso do fluxo hídrico e a qualidade dos solos, para uma aposta forte no sector do agronegócio.
“Aqui podemos aumentar a produção de alimentos, gerar renda, criar empregos e combater a fome e a pobreza pela via económica”, destacou.
Na ocasião, Carlos Calas apelou aos empresários e empreendedores que olhem para a província do Cubango como uma oportunidade, não pelo que a região é neste momento, mas pelo que poderá tornar-se nos próximos anos.
“Investir aqui é participar da criação de novas cadeias de valor e de uma economia mais diversificada”, afirmou.
No final do seu discurso, reafirmou o compromisso da organização que lidera em continuar a facilitar a interação entre empresários, proporcionando oportunidades para que esta franja encontre os caminhos do desenvolvimento de uma forma mais simplificada.
“Vamos continuar a aproximar empresários das oportunidades, a estimular o diálogo e a construir pontes entre quem tem projecto e quem tem capital e conhecimento”, frisou.



