Menongue – O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) dispõe de uma linha de financiamento de 800 milhões de kwanzas, com juros entre um (1) e 17 por cento ao ano, para impulsionar a produção, transformação e industrialização dos produtos agropecuários.
Menongue – O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) dispõe de uma linha de financiamento de 800 milhões de kwanzas, com juros entre um (1) e 17 por cento ao ano, para impulsionar a produção, transformação e industrialização dos produtos agropecuários.
Os dados foram apresentados sexta-feira, em Menongue, por Jandir Fins, em representação do FADA, durante a abordagem do painel sobre “A transformação e industrialização dos produtos agropecuários como base para o desenvolvimento local”, inserido no Fórum de Investimentos da primeira edição da Expo Cubango 2026.
Ao apresentar as diferentes linhas de financiamento, o responsável esclareceu que o FADA é uma instituição do Estado vocacionada para apoiar iniciativas de desenvolvimento local e não funciona como um banco comercial, na qual disponibiliza crédito aos produtores e demais intervenientes da cadeia agropecuária para alavancar a produção.
O representante do FADA explicou que a instituição não financia apenas a produção agrícola, mas toda a cadeia de valor, desde a aquisição de sementes até à transformação e industrialização dos produtos, ao sublinhar que a industrialização da agricultura exige uma abordagem integrada.
Neste âmbito, a cadeia de financiamento contempla o apoio à produção, mecanização, escoamento e conservação, transformação, industrialização e inclusão de mulheres e jovens nos diferentes segmentos da actividade económica.
Na componente de produção, o FADA disponibiliza o crédito de campanha, destinado a produtores individuais, cooperativas e empresas, com financiamentos que podem atingir os 12,5 milhões de kwanzas, para produtores com áreas inferiores a 10 hectares, e até 25 milhões de kwanzas, para os que possuem áreas superiores a 10 hectares.
Para o sector pecuário, foram igualmente apresentados financiamentos de até 80 milhões de kwanzas, com taxa de juro de quatro (4) por cento ao ano, enquanto a linha destinada à agricultura e piscicultura pode atingir 50 milhões, com juros de três (3) por cento ao ano.
A caprinocultura dispõe de financiamento máximo de 30 milhões de kwanzas, à taxa anual de quatro (4) por cento, ao passo que a cunicultura, actividade dedicada à criação de coelhos, pode beneficiar de até 15 milhões dekKwanzas, com juros de três (3) por cento ao ano.
Na área da mecanização, Jandir Fins referiu que o FADA disponibiliza crédito para aquisição de equipamentos pesados e ligeiros, incluindo motociclos, com financiamento que pode chegar aos 10 milhões de kwanzas nesta última componente, com 48 meses de maturidade e 12 meses de carência.
Para o escoamento e conservação da produção, está disponível uma linha de até 35 milhões de kwanzas, com juros de três por cento ao ano, maturidade de 48 meses e 12 meses de carência, que permite aos produtores conservar e transportar os produtos, enquanto aguardam melhores condições de comercialização.
Já a linha de apoio à transformação e comercialização local pode disponibilizar até 50 milhões de kwanzas, com taxa de juro de três (3) por cento ao ano, que visa acrescentar valor à produção e aumentar os rendimentos dos produtores.
Para a industrialização, através da linha “Transforma aqui”, o FADA financia micro, pequenas e médias empresas, com valores que podem atingir 250 milhões de kwanzas para microempresas e 800 milhões de kwanzas para médias empresas, à taxa de juro de 17 por cento ao ano.
Esta linha de financiamento apresenta 84 meses de maturidade, equivalentes a sete anos, e 24 meses de carência, para que o empresário disponha de dois anos para implementar e consolidar o investimento antes do início do reembolso.
Jandir Fins esclareceu, por outro lado, que o programa não financia operações de importação, mas privilegia projectos que valorizem a produção nacional e contribuam para a criação de capacidade produtiva e industrial local.
Quanto à comparticipação de capital, explicou que projectos até 100 milhões de kwanzas podem ser financiados integralmente pelo FADA, enquanto investimentos entre 101 e 250 milhões de kwanzas exigem uma comparticipação de cinco por cento, e projectos superiores a 250 milhões requerem uma comparticipação de 10 por cento.
O responsável defendeu, por fim, que a industrialização do sector agropecuário deve ser encarada como uma cadeia integrada, desde a produção da matéria-prima até à transformação e comercialização, de modo a assegurar o fornecimento regular às unidades industriais, criar emprego, aumentar o rendimento dos produtores e promover o desenvolvimento económico local. MSM/LC/SC




