Lubango- A falta de uma máquina de descasque está a travar o crescimento da produção de arroz no município de Caconda, província da Huíla, onde dez produtores enfrentam dificuldades para colocar o produto no mercado, disse, esta quarta-feira, o director local da Agricultura, Pinheiro Baptista.
Lubango- A falta de uma máquina de descasque está a travar o crescimento da produção de arroz no município de Caconda, província da Huíla, onde dez produtores enfrentam dificuldades para colocar o produto no mercado, disse, esta quarta-feira, o director local da Agricultura, Pinheiro Baptista.
Em declarações à ANGOP, na Expo-Huíla 2026, disse que a Caconda está a desenvolver experiências de produção de arroz e trigo, com o envolvimento de dez produtores em cada uma das culturas.
Disse que os resultados começam a ganhar expressão, pois até 2025 os produtores alcançaram mais de cinco toneladas de arroz e acima de 20 toneladas de trigo, com as culturas a serem desenvolvidas em várias localidades, sobretudo, nas comunas do Waba e Gungui.
Apesar destes resultados, segundo o responsável, o arroz continua sem conseguir afirmar-se plenamente no mercado, devido à falta de equipamento para o seu processamento.
“Os produtores clamam por uma máquina de descasque, principalmente do arroz”, salientou.
Disse que a ausência do equipamento obriga os produtores a enfrentar dificuldades adicionais depois da colheita, o que condiciona a transformação e a comercialização do cereal.
A situação contrasta com o potencial agrícola do município, que dispõe de condições para produzir arroz em diferentes localidades e aumentar gradualmente as áreas de cultivo.
No caso do trigo, explicou, a principal dificuldade é menor, uma vez que o processamento é feito manualmente e permite aos produtores dar continuidade à actividade.
Considerou que a disponibilização de uma máquina de descasque poderá representar um passo importante para a consolidação da cadeia produtiva do arroz em Caconda.
Dise que, para além de permitir o processamento da produção local, o equipamento poderá facilitar o acesso aos mercados, estimular novos produtores e criar melhores condições para o aumento das áreas cultivadas.
Explicou que a aposta no arroz e no trigo integra a estratégia de diversificação agrícola de Caconda, pois município tem no milho uma das suas principais culturas, para além da mandioca, da batata-doce, das leguminosas, da macadâmia e do abacate.
Na Expo-Huíla 2026, Caconda apresentou amostras destes produtos, numa iniciativa, destinada a divulgar a capacidade produtiva do município e aproximar os agricultores de potenciais compradores.
Afirmou que o desafio passa agora por transformar a capacidade de produção já demonstrada pelos agricultores em actividade comercial sustentável, com melhores condições de processamento e acesso aos mercados.
Disse que a resolução do problema do descasque poderá permitir que o arroz deixe de ser apenas uma cultura experimental e passe a assumir maior peso na produção agrícola e na economia das famílias produtoras de Caconda. BP/ALH




