Luanda – Uma embarcação que transportava 630 quilogramas de peixe miúdo, da espécie carapau, foi apreendida esta terça-feira, na Ilha do Cabo (Luanda), por técnicos do Centro Regional de Fiscalização de Pesca e Aquicultura, no âmbito da operação “Praias Limpas”.
Luanda – Uma embarcação que transportava 630 quilogramas de peixe miúdo, da espécie carapau, foi apreendida esta terça-feira, na Ilha do Cabo (Luanda), por técnicos do Centro Regional de Fiscalização de Pesca e Aquicultura, no âmbito da operação “Praias Limpas”.
Em declarações à ANGOP, o responsável do Centro Regional de Fiscalização de Pesca e Aquicultura, Manuel Delgado, avançou que a operação vai decorrer durante cinco dias, nos municípios da Ingombota e de Cacuaco.
Segundo o responsável, a acção resultou também na apreensão de sete artes de pesca proibidas, ao abrigo da alínea d) do artigo 20.º da Medida de Gestão da Pescaria, do Decreto Presidencial n.º 39/26.
Entre o material apreendido consta uma rede de arrasto para praia, conhecida como “banda-banda”.
Manuel Delgado considerou a operação um êxito, por se ter conseguido, logo no primeiro dia, apreender uma embarcação que praticava pesca ilegal.
“A banda-banda destrói a fauna marinha, porque os peixes capturados são juvenis, com menos de 10 centímetros, ou seja, não têm tamanho comercial”, explicou.
O responsável acrescentou que o tamanho comercial do carapau é de 22 centímetros e defendeu uma pesca produtiva e sustentável, que permita aos pescadores pagar os seus impostos e ter um comércio legal.
Para si, é fundamental proibir este tipo de pesca, uma vez que destrói o habitat e os fundos marinhos, assim como reduz a capacidade de produção, facto que exige todo cidadão a ser “um inspector de pesca”.
Sublinhou que o pescado apreendido será entregue a instituições com cozinhas comunitárias, como orfanatos.
A pesca do carapau foi oficialmente retomada a 1 de Setembro de 2026, após a época de veda por um período de 60 dias. COF/QCB




