Sumbe - O governador da província do Cuanza-Sul, Eugénio Laborinho, defendeu, este sábado, no município do Lonhe, maior integração dos agricultores na transformação das potencialidades agrícolas da província.
Sumbe - O governador da província do Cuanza-Sul, Eugénio Laborinho, defendeu, este sábado, no município do Lonhe, maior integração dos agricultores na transformação das potencialidades agrícolas da província.
Eugénio Laborinho, que falava na abertura da primeira edição do Dia do Campo 2026, disse ser a melhor forma parw aumentar o rendimento das famílias, reforçar a segurança alimentar e contribuir para a diversificação da economia nacional.
Disse ser um espaço privilegiado de aproximação, entre técnicos e produtores, que visa permitir a partilha de conhecimentos e experiências práticas.
Afirmou que o evento deve contribuir para a disseminação de tecnologias e boas práticas, incentivar uma actividade agrícola cada vez mais produtiva, eficiente e sustentável.
Para Eugénio Laborinho, o desenvolvimento da agricultura constitui um dos indicadores decisivos para a estabilização das populações no meio rural, o combate à fome, à pobreza e o reforço da diversificação da economia.
“É no campo onde começa uma parte fundamental da economia a actividade agrícola permite produzir alimentos, gerar rendimentos para as famílias e criar bases para uma economia mais diversificada e menos dependente das importações”. disse.
O governador asseverou que o Cuanza-Sul possui mais de dois milhões de hectares de terras, dos quais cerca de 367 mil hectares se encontram actualmente em produção.
A província dispõe ainda de condições para a produção de cereais, leguminosas, hortícolas, tubérculos, café e banana.
Acrescentou que a diversidade agropecuária, a disponibilidade de recursos hídricos e a capacidade de trabalho das populações constituem importantes factores para o desenvolvimento do sector.
Entre os principais recursos hídricos da província, destacou as bacias dos rios Cuanza, Longa, Keve e Cubal, consideradas activos estratégicos para a agricultura e outras actividades económicas no meio rural.
O governador reconheceu, contudo, que o aproveitamento deste potencial exige uma intervenção integrada, capaz de garantir aos produtores condições para produzir, escoar, conservar, transformar e comercializar os seus produtos.
Enalteceu o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PADAC), o SAMAP e o MOSAP III, que têm contribuído para o reforço das capacidades produtivas e para a integração dos agricultores nas cadeias de valor.
Eugénio Laborinho apontou igualmente o Fundo de Desenvolvimento Agrário (FADA) como um instrumento importante para facilitar o acesso dos produtores ao financiamento.
Fazenda Kambondo aposta na produção nacional
Por sua vez, o director-geral da Fazenda Kambondo, Gerson Lopes, considerou o Dia do Campo uma oportunidade para promover o conhecimento, a inovação e a valorização da produção nacional, permitir aos diferentes intervenientes partilhar uma visão sobre o futuro da agricultura em Angola.
Segundo Gerson Lopes, a iniciativa demonstra que é possível produzir com qualidade, investir em tecnologia e contribuir para o desenvolvimento económico e social do país.
A Fazenda Kambondo é uma propriedade 100 por cento angolana, pertencente a investidores nacionais. Está localizada a cerca de 28 quilómetros da vila da Quibala, na comuna do Cariango, e possui uma área de oito mil hectares.
Actualmente, a fazenda tem 760 hectares irrigados por pivots, destinados à produção de sementes certificadas de milho, soja e feijão, bem como à produção de grãos. Paralelamente, continuam a ser ampliadas as áreas de cultivo em regime de sequeiro.
A unidade emprega cerca de 230 trabalhadores directos e 60 indirectos, sendo 98 por cento dos postos ocupados por cidadãos angolanos.
Segundo a direcção da fazenda, demonstra o compromisso com a valorização da mão-de-obra nacional e o desenvolvimento das comunidades locais.
A Fazenda Kambondo tem capacidade para produzir anualmente mais de duas mil toneladas de sementes de milho de variedades de polinização aberta e cerca de 500 toneladas de sementes híbridas, contribui para reduzir a dependência das importações de sementes e reforçar a segurança alimentar nacional.
A infra-estrutura dispõe ainda de um complexo de silos com capacidade para armazenar 3mil e 500 toneladas de grãos, um secador com capacidade aproximada de 209 toneladas por dia e uma unidade de beneficamente de sementes.
O sistema de beneficamente inclui as etapas de pré-limpeza, secagem, limpeza, selecção densimétrica, padronização, pesagem e ensacamento, com capacidade para processar até cinco toneladas de sementes por hora.
Gerson Lopes assegurou que a fazenda continuará a investir na ciência, tecnologia, formação de quadros e produção nacional, com o objectivo de contribuir para uma agricultura forte e sustentável, considerada um dos pilares do desenvolvimento do país.
de conhecimentos técnicos e fomentar parcerias comerciais entre produtores e empresas. SN/FF/ALH



