Os pacotes turísticos, promovidos pelas agências de viagens, membros da Associação das Agências de Viagem e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA), variam entre 200 mil e cinco milhões de kwanzas.
Estes preços são, ainda assim, considerados competitivos e resultam da cooperação existente entre o Governo angolano, as companhias aéreas em operação no país e a Associação Internacional de Aviação (IATA).
As passagens intercontinentais são mais caras em comparação com os países regionais, uma vez que, além da distância entre os Estados, os pacotes disponibilizados incluem outros serviços, entre os quais hotéis de uma a cinco estrelas, acompanhamento permanente, comidas típicas das localidades a visitar e outras actividades extras nas áreas turísticas.
Segundo o representante da Associação das Agências de Viagem e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA), Pascoal Pombal, o pacote turístico mais caro é atribuído a turistas dos continentes Americano, Europeu e Asiático, que escolhem Angola para turismo e outros para se firmarem no mercado, através de negócios. A AAVOTA controla, neste momento, 300 associados, dos quais 200 estão inscritos e regularizados.
Rotas e destinos
O percurso dos voos e a falta de conectividades entre Angola e alguns países do mundo e do continente, segundo Pascoal Pombal, são factores considerados influenciadores na variação do preço dos bilhetes, porque quanto mais distante for a rota, mais cara será a passagem.
A título de exemplo, sublinhou, a República da Namíbia, embora seja um país vizinho de Angola, oferece altos preços do bilhete por não haver, até ao momento, voo directo.
Com vasta experiência no sector do turismo, o membro da AAVOTA informou que a ausência de conectividade directa com a Namíbia tem contribuído nos constrangimentos e afecta, directamente, as Agências de Turismo. Embora se registem estes impasses, disse, os angolanos e namibianos continuam a circular com outras rotas (Adis Abeba, por exemplo) e por via da fronteira.
Pascoal Pombal, que é também director executivo da Agência de Viagens “Happy Travel”, informou que os operadores promovem o “pacote de turismo”, serviço sobre o qual o turista procura saber o preço do bilhete de passagem com data de chegada e regresso, custo da hospedagem, entre outros, até ao termo da estadia.
As regiões mais visitadas e competitivas para férias, frisou o operador turístico, são as províncias que representam as sete maravilhas de Angola.
O negócio é rentável e como prova, o país regista, nos últimos tempos, a entrada de muitos turistas, principalmente os que desejam conhecer as sete maravilhas, com destaque para as Quedas de Calandula, na província de Malanje.
Fluxo de turistas cresce para três mil por mês
A procura pelo turismo interno por parte de cidadãos nacionais regista, este ano, forte crescimento, com um fluxo perto dos três mil turistas por mês.
As solicitações são, em maioria, para as províncias de Malanje, Namibe, Huíla, Benguela e Cuanza-Sul.
Para a directora-geral da Agência Linda Flora Viagens e Turismo, Florinda Baptista, a sua empresa regista entre 30 e 40 turistas no mês. O número tende a aumentar independentemente da época.
De acordo com a gestora turística, a procura actual resulta da promoção que tem sido efectuada pelo Ministério do Turismo desde o último semestre de 2025, sem esquecer as acções concretizadas no primeiro semestre deste ano.
Em relação ao custo dos pacotes internos disponibilizados, Florinda Baptista disse que o pacote turístico mais baixo é para a província de Malanje, que varia entre 200 e 300 mil kwanzas, e o mais caro para o Lubango (Huíla), que ronda entre 500 e 700 mil kwanzas em função do alojamento e outros serviços extras incluídos.
A título de exemplo, no caso específico para a cidade do Lubango, província da Huíla, o bilhete de passagem pode custar à volta de 390 mil kwanzas, ida e volta, e com uma diária de dois dias em hotel, mais alimentação e transporte no local, chega-se aos 500 ou 700 mil kwanzas.
A directora executiva da Agência de Viagens Leidy Tours, Filomena Gerard, afirmou que, este ano, procuraram pelos serviços da operadora várias nacionalidades, sendo que a grande maioria escolhe como destino para férias as províncias de Benguela, Malanje e Cuanza-Sul.
Quanto aos pacotes turísticos, sublinhou, o mínimo ronda nos 250 mil kwanzas e o máximo cinco milhões de kwanzas. O preço máximo é requerido por clientes que preferem serviços Vip.
“Com mais investimentos e divulgação, acredito que Angola se pode tornar um dos grandes destinos turísticos de África”, reconheceu Filomena Gerard, que lembra existir no país “paisagens incríveis, uma cultura rica e um povo acolhedor, que torna possível atingirmos o desejado no sector”, defendeu.



