O sector hoteleiro em Angola conta actualmente com uma capacidade de 40 mil camas, sendo que a província de Luanda concentra 32% da taxa de ocupação nacional, enquanto as restantes localidades representam cerca de 20%.
Os dados são da Associação de Hotéis e Resorts de Angola (AHRA), instituição que controla actualmente 100 associados.
Segundo o presidente da AHRA, Ramiro Barreira, a oferta de camas deverá aumentar a curto prazo com a integração de mais 10 membros no segmento de grandes unidades hoteleiras.
Entre as prioridades da sua gestão, destacam-se a melhoria do desempenho da associação, o estabelecimento de parcerias mais estreitas com o Governo — em particular com o Ministério do Turismo — e o aumento da contribuição do sector para o Produto Interno Bruto (PIB).
Ramiro Barreira defende que a promoção de eventos internacionais de negócios e lazer, o ecoturismo e o turismo religioso são as principais vias para atrair visitantes e fomentar o sector.
Contudo, ressalta que um país com as vastas dimensões territoriais de Angola necessita de uma rede de transportes verdadeiramente eficiente e integrada para conectar os seus variados destinos turísticos.
Para o responsável, a reabilitação das estradas nacionais e a melhoria das vias de acesso secundárias e terciárias, localizadas fora dos grandes centros urbanos, são metas fulcrais para o sector.
O líder associativo sublinha que o potencial de pólos turísticos no interior do país só será plenamente capitalizado quando o transporte terrestre e a aviação regional garantirem mobilidade segura, rápida e previsível, reforçando que não existe turismo competitivo, sustentável e atractivo sem acessibilidades adequadas.



