Cuvelai – A governadora do Cunene, Gerdina Didalelwa, convidou, este sábado, os investidores nacionais e estrangeiros a tirarem proveito da nova era de desenvolvimento que se abre na província, após a inauguração das barragens hídricas do Ndúe e Calucuve.
Cuvelai – A governadora do Cunene, Gerdina Didalelwa, convidou, este sábado, os investidores nacionais e estrangeiros a tirarem proveito da nova era de desenvolvimento que se abre na província, após a inauguração das barragens hídricas do Ndúe e Calucuve.
Agora atravessada por três rios artificiais (Cafu, Ndúde e Calucuve), a província está em condições para integrar a inovação e abraçar a mecanização agrícola, reduzir os efeitos da seca severa e tornar-se num pólo atractivo para o desenvolvimento sustentável, disse a governante.
Na ocasião, Gerdina Didalelwa ressaltou que os produtores da região passam da prática da agricultura sazonal e de subsistência para uma permanente, moderna e comercial.
Para si, a inauguração das infra-estruturas hídricas influenciará o surgimento de novas perspectivas culturais da sociedade local, deixando para trás largos anos de seca severa que dizimaram pessoas e animais.
Precisou que as infra-estruturas vão facilitar ainda o acesso à água aos cidadãos, poupando tempo e energia para se dedicarem a outras tarefas, sobretudo as de carácter produtivo.
Numa breve retrospectiva, a governadora lembrou que o fenómeno de transumância que obrigava, em muitos casos, crianças e jovens a ausentar-se de casa por longos dias, será ultrapassado com a entrada em funcionamento das barragens, dada a disponibilidade de mais água.
Considerou a inauguração das barragens do Ndúde e Calucuve como um marco de transição de uma era de aguda depressão económica e social para um estágio de transformação social e cultural.
Valências das barragens
Ndúe e Calucuve são dois dos cinco projectos estruturantes inseridos no PCESSA, em curso desde 2019, com uma supervisão permanente e dedicação especial do Titular do Poder Executivo angolano.
A barragem do Ndúe, a 97 quilómetros da comuna sede de Mukolongodjo, município de Cuvelai, que passa pelos municípios de Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase.
A infra-estrutura contempla também uma barragem de 32,80 metros de altura e mil e 500 metros de comprimento, com capacidade de armazenar um volume de 170 milhões de metros cúbicos de água, um canal adutor associado de 75 quilómetros e 15 chimpacas, para diversos fins de cariz económico e social, beneficiando a população, a agricultura e o gado.
Já Calucuve, que dista 34 quilómetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município de Cuvelai, vai beneficiar perto de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e dois mil 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água, e conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
A construção das barragens do Ndúe e Calucuve iniciou a 28 de Outubro de 2021, com o lançamento da primeira pedra, pela então ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.
A perspectiva é que as duas barragens desempenhem um papel fundamental no combate à seca que tem assolado a população da região Sul de Angola, de forma cíclica.
Paralelamente à disponibilização de mais água na região, também é expectável que as barragens tragam o desenvolvimento socioeconómico e dinamização da economia, com a criação de oportunidades de empregos, mitigação de doenças, entre outros benefícios.
Entre várias finalidades, Ndúe e Calucuve visam, essencialmente, reduzir a escassez de água na bacia do Cuvelai, abastecimento de água às populações e ao gado, garantir a segurança alimentar, promover o fortalecimento da agricultura, bem como impulsionar actividades turísticas e fomentar a restauração de equipamentos públicos.
O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola visa o abastecimento de água às populações e promover o fortalecimento da agricultura, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Benguela.ACC/LHE/DC




