A cidade de Saurimo, na província da Lunda Sul, enfrenta limitações no fornecimento regular de energia eléctrica, devido à capacidade da central térmica local, levando o Governo Provincial a procurar soluções junto do Ministério da Energia e Águas.
A situação foi abordada ontem, em Luanda, durante um encontro entre o governador provincial da Lunda Sul, Gildo Matias José, e o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que reconheceu a necessidade de uma intervenção para melhorar o fornecimento de energia à população.
“Estamos a fazer todos os esforços, em conjunto com o Governo da província, para rapidamente resolvermos esse problema e normalizarmos o fornecimento de energia eléctrica”, afirmou João Baptista Borges.
Entre as soluções estruturais previstas está a construção da linha de muito alta tensão entre Malanje e Muteba e, posteriormente, entre Muteba e Saurimo, projecto que deverá permitir reforçar a capacidade de fornecimento de energia à região.
A intervenção prevê também a ligação de mais famílias à rede eléctrica e a expansão do serviço para novos bairros, tendo em conta o crescimento da população e o surgimento de novas zonas habitacionais.
Outro projecto previsto é a construção de uma subestação em Saurimo, que deverá permitir a interligação com outras províncias da região Leste. A medida poderá beneficiar, além da Lunda Sul, as províncias da Lunda Norte e do Moxico, com acesso a uma fonte de energia mais estável e a custos mais baixos.
Durante o encontro, as autoridades analisaram igualmente a situação do abastecimento de água em Saurimo, com destaque para a necessidade de ampliar a rede para as novas áreas habitadas.
O ministro da Energia e Águas anunciou uma deslocação à Lunda Sul, prevista para Outubro, para avaliar no terreno os projectos em curso e analisar outras medidas destinadas a melhorar o fornecimento de energia eléctrica e água à população.
O encontro contou ainda com a participação do director-geral do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério da Energia e Águas, João Fernandes, e da directora do Gabinete do ministro, Fátima Martins.




