Menongue – A vice-governadora para o sector Político, sSocial e Económico da província do Cubango, Helena Chimena, defendeu, esta quinta-feira, em Menongue, a conjugação de esforços entre o Governo local, empresários, investidores e demais parceiros como condição fundamental para impulsionar o desenvolvimento.
Menongue – A vice-governadora para o sector Político, sSocial e Económico da província do Cubango, Helena Chimena, defendeu, esta quinta-feira, em Menongue, a conjugação de esforços entre o Governo local, empresários, investidores e demais parceiros como condição fundamental para impulsionar o desenvolvimento.
Helena Chimena, que falava na abertura da primeira edição da Expo Cubango 2026, afirmou que a soma dos esforços poderá produzir melhores resultados do que a actuação individual.
Disse ser necessário uma visão partilhada entre os diferentes actores do processo de desenvolvimento.
Segundo a responsável, nenhum país consegue correr sozinho para o desenvolvimento, razão pela qual a Expo Cubango deve constituir uma plataforma de aproximação, entre produtores, criadores, consumidores, parceiros e investidores, capaz de transformar oportunidades em projectos concretos, emprego, receitas e desenvolvimento.
Explicou que a Expo Cubango 2026, a decorrer de 13 deste mês, em Menongue, visa promover as potencialidades económicas, turísticas, culturais e sociais da província, fomentar o intercâmbio de experiências e estimular o estabelecimento de parcerias estratégicas.
Empresariado como motor da economia
Helena Chimena realçou o papel do empresariado no processo de desenvolvimento, pois as empresas são pilares fundamentais da economia, por produzirem bens, gerarem empregos e dinamizarem uma cadeia que beneficia fornecedores, transportadores, famílias e o Estado.
Referiu que as empresas devem ser adaptáveis, na base de uma concorrência ética, para assegurar aos consumidores melhores preços, qualidade, inovação e serviços, ao mesmo tempo que se fortalece o sector empresarial e se reduz a dependência de fontes externas.
A vice-governadora reconheceu o esforço e a capacidade de iniciativa dos empresários, que, por sua vez, podem continuar a contar com o Governo Provincial do Cubango no quadro da melhoria do ambiente de negócios e no apoio ao empresariado, com destaque para medidas de financiamento e fomento do empreendedorismo.
Sublinhou a importância da ampliar o acesso aos instrumentos financeiros por parte dos jovens, pessoas vulneráveis e vendedores informais, como forma de estimular a participação dos cidadãos no processo produtivo e promover maior inclusão económica.
Considerou a agricultura como um sector estratégico para o desenvolvimento provincial, daí a necessidade de deixar de ser encarada apenas como actividade de subsistência, numa referência à orientação do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, de que “a agricultura é a base e a indústria o factor decisivo”.
Helena Chimena apontou os recursos naturais, paisagísticos, hídricos e a biodiversidade do Cubango como activos com capacidade para atrair turistas, investigadores e académicos.
Advogou que o turismo pode gerar empregos, rendimentos e impulsionar o desenvolvimento das comunidades.
A província, resultante da nova Divisão Político-Administrativa do País, com o desmembramento da antiga região do Cuando Cubango, conta, actualmente, com 11 municípios e dispõe de extensas áreas de terras aráveis, recursos hídricos e património cultural, factores que, segundo a governante, sustentam potencialidades económicas e turísticas de grande dimensão.
Expo avaliada em mais de 700 milhões de Kwanzas
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da “CCallas”, empresa responsável pela organização da Expo, afirmou que a primeira edição da Expo envolve mais de 700 milhões de Kwanzas e prevê a criação de 600 empregos directos.
Disse que a criação da província do Cubango abriu uma nova etapa, marcada por novas realidades e oportunidades que estimulam a atracção de investimentos e criação de empregos.
Para o responsável, o Cubango deve ser encarado como uma região estratégica para o desenvolvimento do país, pela sua capacidade de aumentar a produção agrícola, gerar empregos e contribuir para uma economia mais diversificada.
A cerimónia contou com a presença da governadora do Cuando, Carla Cativa, do vice-governador do Huambo para o sector Político, Social e Económico, Angelino Elavoco, do PCA do Caminho de Ferro de Moçâmedes, António da Cruz, representantes consulares da República Democrátia do Congo, da Namíbia e da Zâmbia, deputados à Assembleia Nacional, entre outras entidades. MSM/LC/ALH




