O Governo anunciou que está a investir mais de 2,5 mil milhões de dólares para abastecer de água a maior parte da população de Luanda a partir do início de 2027.
A partir de Janeiro e de forma gradual, o investimento garantirá água a cerca de 7,5 dos 8,6 milhões de habitantes da capital, segundo dados avançados esta Quinta-feira pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.
Em entrevista à televisão pública de Angola, o governante esclareceu que o Executivo está a investir, “mais de 2,5 mil milhões de dólares”, centrados em dois projectos, o BITA e o Quilonga Grande.
O BITA, explicou, na parte sul de Luanda, nas margens do Kuanza, tem capacidade para 250.000 metros cúbicos por dia e foi projectado para a cobertura de 2,5 milhões de habitantes, em zonas que nunca tiveram água, mas também para cobrir o défice em outras zonas centrais da cidade.
A conclusão deste investimento está prevista para o primeiro trimestre de 2027 e, segundo o ministro, a partir de Janeiro o sistema vai começar a ser testado e a sua entrada em funcionamento será gradual.
O segundo sistema, o Quilonga Grande, é, como vincou o governante, “o maior de todos e certamente o maior que já foi construído em Angola e certamente um dos maiores do nosso continente”.
“Está, também, numa fase adiantada de conclusão, na parte Nordeste de Luanda, na zona de Bom Jesus, com uma capacidade de captação e tratamento de 500.000 metros cúbicos e a projeção é para um universo de cinco milhões de habitantes”, adiantou.
A previsão é de que “o Quilonga possa ficar concluído no final deste ano”.
“É claro que estas melhorias serão graduais. Em primeiro lugar, elas serão sentidas nas zonas onde hoje o abastecimento de água é feito com muita irregularidade por força do défice que existe, e depois com a conclusão das ligações domiciliárias”, explicou.
Segundo disse, os projectos contemplam, a construção de 250 mil ligações domiciliárias, no caso do Quilonga, e de 170 mil, no BITA.
Onde não for possível levar a canalização, nomeadamente em locais com carência de arruamento e outras infraestruturas, o ministro garantiu que a água ficara “o mais próximo possível das casas”.




