Huambo – O Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas do Huambo vai, a partir da próxima época agrícola, ampliar a produção de citrinos em 35 cooperativas para reforçar a oferta, reduzir importações e dinamizar a economia rural.
Huambo – O Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas do Huambo vai, a partir da próxima época agrícola, ampliar a produção de citrinos em 35 cooperativas para reforçar a oferta, reduzir importações e dinamizar a economia rural.
A estratégia prevê a implantação de, pelo menos, 20 hectares de citrinos por cooperativa, com destaque para o limão, laranja e tangerina, numa aposta que poderá mobilizar centenas de produtores e fortalecer a cadeia de produção, transformação e comercialização.
A iniciativa inclui o incentivo à entrada de novos produtores nas comunidades rurais e a formação de 170 líderes agrícolas sobre a implantação e gestão de campos de citrinos, para garantir maior capacidade técnica e produtiva no sector.
O facto foi tornado público hoje pelo director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, João Lara, durante um acto de formação sobre implantação de campos de citrinos, promovido pelo Governo local, em alinhamento com o Ministério da Agricultura e Florestas.
Disse que a pretensão se enquadra nas acções de aproveitamento das potencialidades do Corredor do Lobito, com particular atenção ao aumento da produção local, criação de valor e abertura de novas oportunidades para os produtores agrícolas.
Explicou que cada cooperativa deverá plantar, no mínimo, 20 hectares de citrinos, com variedades seleccionadas e adaptadas às condições agro-climáticas da região.
Segundo o responsável, as plantas frutícolas a disponibilizar começam a produzir frutos após um ano e sete meses, período que permitirá aos produtores acelerar o retorno dos investimentos e cumprir as obrigações resultantes dos financiamentos.
Defendeu que o aumento da produção deve ser acompanhado pela transformação dos produtos, de modo a evitar perdas, acrescentar valor à produção nacional e criar novas oportunidades de negócio para os agricultores e empreendedores.
Afirmou que a conjugação entre produção, transformação e comercialização poderá tornar a agricultura numa das principais fontes de emprego e rendimento nas comunidades rurais, contribuindo para o desenvolvimento económico da província.
Neste quadro, anunciou que o sector pretende lançar, a partir de 30 de Outubro, uma plataforma destinada a coordenar e acompanhar a produção, certificação e comercialização dos produtos agrícolas.
A plataforma deverá facilitar a organização dos produtores, melhorar o acompanhamento da produção e criar melhores condições para a inserção dos produtos nos mercados.
O projecto enquadra-se nas acções de fomento de culturas de alto rendimento, que abrangem, além dos citrinos, o abacate, café e apicultura, sectores considerados estratégicos face às condições climáticas favoráveis existentes na região.
O responsável realçou o potencial humano disponível na província, com estudantes e técnicos formados em Engenharia Agronómica, Gestão Agronómica e transformação de produtos pela Faculdade de Ciências Agrárias.
Considerou que estes quadros representam uma mais-valia para o aumento da produtividade e para a introdução de conhecimentos técnicos capazes de elevar a qualidade e a competitividade da produção agrícola.
Actualmente, a província do Huambo conta com sete produtores de citrinos em grande escala, cada um com áreas entre 10 e 15 hectares. MLV/JSV/ALH




