Luanda - A entrada em funcionamento das barragens hídricas do Ndúe e Calucuve, no Cunene, dominou o noticiário económico durante a semana que terminou este sábado.
Luanda - A entrada em funcionamento das barragens hídricas do Ndúe e Calucuve, no Cunene, dominou o noticiário económico durante a semana que terminou este sábado.
As duas infra-estruturas foram inauguradas pelo Presidente da República, João Lourenço.
Ndúe e Calucuve são dois dos cinco projectos estruturantes inseridos no PCESSA, em curso desde 2019, com uma supervisão permanente e dedicação especial do Titular do Poder Executivo angolano.
A barragem do Ndúe, a 97 quilómetros da comuna sede de Mukolongodjo, município de Cuvelai, que passa pelos municípios de Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase.
Já Calucuve, que dista 34 quilómetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município de Cuvelai, vai beneficiar perto de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e dois mil 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água, e conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
No sector financeiro foi destaque a aprovação do Registo da Oferta Pública de Venda (OPV) de acções do Standard Bank de Angola (SBA) e o respectivo Prospecto anunciado pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC).
A operação, enquadrada no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV), decorre de 11 a 25 deste mês e é liderada e estruturada pela Standard Invest.
Ainda nesta senda, fez igualmente manchete a divulgação do saldo da conta corrente de Angola que situou-se em 2 078,3 milhões de dólares, no segundo trimestre deste ano, equivalente a 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma expansão de 40,1% face ao trimestre anterior.
O comportamento resultou, fundamentalmente, do aumento do saldo superavitário da conta de bens em 31,7%, apesar do aumento do saldo deficitário da conta de serviços e rendimentos primários em 8,7% e 67,7%, respectivamente.
Dominou também o noticiário económico nos últimos sete dias o anúncio sobre o crédito bruto ao sector não financeiro em Angola que cifrou-se em 9,2 biliões de kwanzas, em Julho deste ano, o que corresponde a um aumento de cerca de um bilião de kwanzas ou de 12,8% face ao período homólogo.
Do total do valor do crédito cedido, 85,1% representou o endividamento do sector privado, representado por empresas privadas e particulares, e 14,9% o endividamento do sector público, ligado a administração pública e empresas públicas.
No período em referência, o stock de crédito à economia, em moeda nacional, atingiu 7,4 biliões de kwanzas, mais 739,7 mil milhões de kwanzas, em relação ao período homólogo de 2025.
Ainda nesta linha, na semana finda, o Grupo Carrinho que através da sua sociedade gestora de participações sociais Congolian Financial S.A. (CFSA), adquiriu a participação de 33,35% do Banco Português de Investimento (BPI) no Banco de Fomento Angola (BFA).
Com este acordo, fixado em 388,5 milhões de euros (365 mil 176 milhões de kwanzas), o BPI sai definitivamente do mercado angolano.
A concretização desta operação fica dependente da verificação de um conjunto de condições suspensivas, legais e regulatórias, incluindo a não oposição do Banco Nacional de Angola (BNA).
Na área tecnológica, marcou a semana a 17ª edição da Feira de Inovação Tecnológica (FITITEL 2026, na qual o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, defendeu que o futuro digital de Angola passa pela aposta na investigação, formação e criação de soluções nacionais.
O governante apelou aos empresários para apostarem na juventude, no desenvolvimento do sector tecnológico do país e na investigação para que o país tenha uma economia digital forte.
Na mesma semana, Mário Oliveira inaugurou a ZAP Fibra na província de Benguela, no âmbito da estratégia da operadora de fornecer soluções de conectividade de Internet.
Para o efeito, a ZAP instalou no "condomínio das 3 Casas", na cidade do Lobito, um Centro de Tratamento de Dados (Data Center), a principal plataforma de apoio técnico e de gestão de dados dos serviços de Internet e televisão, com vista a garantir a operação e expansão da rede pelo litoral da província de Benguela.
Fez também manchete a produção do mercado segurador nacional que registou, em 2025, um crescimento de 21%, com os Prémios Brutos Emitidos (PBE) a atingirem 578,4 mil milhões de kwanzas, face ao exercício anterior.
O crescimento foi impulsionado pelos seguros de danos ligados às áreas de acidentes de trabalho, petroquímico, automóvel e outras responsáveis por 92% da produção, equivalente a 532,9 mil milhões de kwanzas.AMC/CS




