Lançada primeira embarcação de alumínio de produção nacional

Luanda – A primeira embarcação de alumínio concebida e construída em Angola foi oficialmente lançada ao mar, esta sexta-feira, em Luanda, para reforçar a segurança marítima no país.
A embarcação, denominada “MV Malongo”, primeira da classe Tombwa 50, foi construída em 14 meses, e vai trabalhar para uma empresa de segurança privada, nos blocos petrolíferos 03 e 04 da Sonangol Exploração e Produção.
Com um orçamento de cinco milhões de dólares, a embarcação tem autonomia para fazer o percurso Luanda/Cabinda/Luanda sem necessidade de reabastecimento.
Na ocasião, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse que o Executivo angolano vai continuar a apoiar os produtores nacionais, com realce para os da indústria marítima, para acelerar a diversificação económica no país.
Em declarações à imprensa, à margem do lançamento da embarcação, destacou a importância estratégica e o potencial da indústria marítima nacional, que começa a atrair interesse dos investidores para o seu desenvolvimento.
De acordo com o ministro de Estado, o país tem potencial nos mais variados domínios, facto que exige o seu contínuo desenvolvimento e a criação de competências, para fazer com que mais pessoas possam beneficiar das oportunidades.
Realçou a relação existente entre a indústria marítima e o sector petrolífero, em alinhamento com a ambição do Executivo de ver cada vez mais empresas locais a prestarem serviços no segmento extractivo, reconhecendo haver ainda uma forte dependência de factores externos no sector petrolífero.
Por seu lado, o ministro dos Transportes, Ricardo D'Abreu, afirmou que o lançamento do embarcação demonstra que a engenharia, indústria e conhecimento produzidos em Angola estão preparados para responder às exigências de sectores estratégicos da economia nacional.
Adiantou que o lançamento evidencia o engajamento de Angola no desenvolvimento de uma economia capaz de produzir mais, incorporar conhecimento, desenvolver tecnologia e de criar maior valor acrescentado.
Reafirmou a aposta do Executivo angolano na promoção de políticas que estimulem o investimento produtivo, reforcem a capacidade industrial do país e criem condições para que mais empresas apostem na inovação, produção nacional e na valorização do talento angolano.



